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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Sete exageros do carnaval que detonam a sua saúde

Quem gosta de carnaval, em geral, aproveita os dias de folia até o último minuto. São noites sem dormir, alimentação inadequada, desgaste físico, gritos e muito barulho. Para enfrentar a maratona atrás do trio elétrico, nos blocos de rua, bailes e avenidas, os foliões cometem uma porção de exageros e não percebem que assim colocam a própria saúde em risco. "Tudo o que o nosso corpo perde em excesso, mesmo que seja em um determinado período, vai tentar repor depois. É uma resposta natural do organismo. Se você fica noites sem dormir, come pouco e se exercita muito, a tendência é que depois seu corpo peça nutrientes e descanso absoluto", explica o fisiologista da Unifesp, Paulo Zogaib.

1. Ai que ressaca!

O consumo excessivo de álcool é a principal ameaça em dias de carnaval. O folião brinca, dança, transpira, come pouco e abusa das bebidas alcoólicas. O resultado da combinação, infelizmente pode ser embriaguez, acidentes, ressaca, coma alcoólico, entre outros perigos. O fisiologista explica que o álcool funciona como um depressor do sistema nervoso central e que por isso, tende a retardar reflexos e fazer o indivíduo perder os limites de si mesmo.

Outra combinação muito perigosa e típica do carnaval é a ingestão de álcool associado aos energéticos. Segundo Paulo Zogaib, a mistura leva a excessos de ingestão de ambas as substâncias. "O álcool é um depressor do sistema nervoso central, enquanto o energético é um estimulante, por isso, quando ingerimos álcool é preciso aumentar a dose de energéticos para se alcançar o efeito de euforia. Em geral, os energéticos quando consumidos em combinação com álcool provocam aumento da adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar a desidratação".

2. O que você disse mesmo?

A audição também é vítima da batucada fervorosa da folia. A exposição excessiva a volumes elevados pode trazer consequências graves como a perda parcial da audição, zumbidos momentâneos ou irreversíveis e perda auditiva lenta ocasionada por ruídos.

"Ficar perto da caixa de som ou levar um tapa no ouvido pode causar traumas e, em casos extremos, levar a perda da audição. Já para aqueles foliões que se expõem ao barulho, mas em uma intensidade não tão grave, o risco é de sofrer com a chamada Perda de Audição Induzida por Ruído (PAIR), em que há uma perda contínua e lenta", explica o otorrinolaringologista Luciano Neves, da Unifesp.

Outra possibilidade, segundo Luciano, é o tão conhecido zumbido no ouvido, que de acordo com o tempo de exposição e a intensidade do barulho, pode ser irreversível.

Dica: Para quem vai pular o carnaval em meio ao barulho típico da festa, evite a exposição excessiva ao barulho e mantenha uma distância segura de carros de sons e dos trios, além de usar protetores de ouvido.

3. Onde foi parar a voz?

Nas situações em que somos expostos a um nível maior de barulho, como ocorre no carnaval, tendemos a aumentar o tom de voz ou gritar para ser ouvido. Isso, segundo a fonoaudióloga Thays Vaiano, faz com que nossas cordas vocais sofram um desgaste.

O resultado mais evidente é a rouquidão. Mas a voz pode ser vítima de outros danos. "Quando você força demais a musculatura vocal, ela fica cansada, como qualquer outra de nosso corpo e, por isso, podem surgir edemas que deixam nossa voz rouca ou calos vocais, que fazem a rouquidão se prolongar", explica. Para amenizar ou prevenir a voz rouca, aposte na hidratação das cordas vocais, consumindo bastante água, além de descansar.

Quanto às bebidas geladas, Thays dá a dica: "O problema das bebidas geladas é o choque térmico que as cordas vocais sofrem. É por isso que é recomendado deixar a bebida um pouco na boca antes de engolir. A medida vai fazer com que a temperatura do líquido se adapte a temperatura corporal e a voz não sofra prejuízos", afirma a fonoaudióloga.

Dica: evite gritar, hidrate as cordas vocais bebendo bastante líquido e faça exercícios de vibrato vocal (vibração de língua) para que a musculatura vocal se adapte a nova condição sem tantos danos.

4. Sem pique 

Na hora da curtição, cresce o consumo de bebidas alcoólicas e diminui o volume das refeições. É comum os foliões se esquecerem da importância de uma dieta equilibrada para manter o pique. A nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do departamento de nutrição do Hospital Bandeirantes explica que em dias onde a agitação e calor são intensos e as noites de pouco sono predominam, o ideal é seguir um cardápio balanceado com muito líquido, proteínas e carboidratos:

"É importante beber muita água, mesmo quando não está com sede, além de comer proteínas e muito carboidrato para ganhar energia", explica Patrícia.

Dica: isotônicos ajudam a repor água e sais minerais, mas não repõem tudo o que o organismo precisa, por isso, é preferível optar por bebidas naturais como água de coco e sucos. Além disso, cerveja e energéticos são diuréticos, portanto, não hidratam.

5. Queimadura de pele

Cair na folia debaixo do sol e com os termômetros nas alturas pode causar queimaduras graves na pele e até uma insolação. Para evitar que isso aconteça, a dermatologista Meire Parada Brasil, da Unifesp, sugere alguns cuidados: use protetor solar com filtro solar, no mínimo, 15; procure usar chapéu ou boné; depois da folia, não economize nos cremes pós-sol; evite os horários em que o sol é mais intenso e hidrate-se, bebendo muita água.

Dica: se você não tomou estes cuidados e já está sofrendo os efeitos das queimaduras ou até da insolação, Meire aconselha: "Jogue água gelada sobre as partes queimadas e mantenha o corpo hidratado. Isso alivia a temperatura da pele e ajuda a aliviar o ardor", explica Meire.

6. Pés ilesos

Para evitar que os pés fiquem doloridos ou sofram com bolhas e calos, a medida preventiva é o conforto. "Procure usar calçados confortáveis, com palmilhas de silicone e, em casos de bolhas e calos, lave a lesão com água e sabão e evite abafar ou colocar algo em cima do local para evitar atrito e piorar o machucado", diz Meire.

7. Prepare o corpo

Para manter o desgaste físico e as torções longe da rota da folia, garanta o mínimo de condicionamento físico. "O ideal seria praticar algum tipo de exercício aeróbio nas semanas que antecedem o carnaval", explica o professor Ismael Toledo, da Fórmula Academia, em São Paulo.

Invista na caminhada, bicicleta e os aparelhos elípticos. "Estes tipos de exercícios são os mais indicados para melhorar o condicionamento físico e certamente vão melhorar o seu desempenho no carnaval", diz o professor.

Dica: não existe motivo para desespero, nem desânimo. Aqueles que não tiveram tempo de se exercitar, mas vão desfilar ou cair na folia, basta manter a dieta em dia, o corpo hidratado e não exagerar no samba no pé.








quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Previna o envelhecimento precoce

Inúmeros fatores influenciam o aspecto visual de uma pessoa, desde a dieta até os vícios e a maneira como ela lida com as suas obrigações diárias. Há ainda influências externas, como poluição, trânsito e pressão no ambiente de trabalho ou estudo. O resultado de tudo isso pode não só afetar a saúde como ainda causar o chamado envelhecimento precoce. Veja quais são os hábitos inimigos da boa aparência e como contornar os sinais da idade:

Exposição ao sol

A exposição inadequada ao sol é o principal agente causador do envelhecimento precoce, pois causa degeneração precoce e cumulativa da pele, promovendo o aparecimento de rugas e manchas. Em alguns casos, pode até levar ao desenvolvimento de um câncer. É importante lembrar que o sol é extremamente saudável para a saúde, mas em excesso ou sem proteção é muito perigoso. 

Por isso, é fundamental usar filtro solar com FPS 15 (no mínimo) todos os dias e evitar a exposição ao sol entre as dez horas da manhã e as quatro horas da tarde. Lembre-se também de que o protetor solar só funciona meia hora depois de entrar em contato com a pele e que ele não dura um dia inteiro. "Repasse o produto a cada duas ou três horas", recomenda a dermatologista Patrícia Fagundes, do Hospital 9 de julho

Poluição

Quanto mais poluído o ar também, menor a quantidade de oxigênio o que, consequentemente, reduz a oxigenação dos nossos órgãos e tecidos. Os gases nocivos encontrados no ar poluído formam uma película de toxinas que é absorvida por meio da pele, aumentando as reações de oxidação e formação de radicais livres que agridem o órgão. O excesso de poluição oxida as células tanto da pele como do organismo todo. Por isso, para evitar essa reação, é importante proteger a pele diariamente, aplicando protetor solar, hidratante e fazendo a higienização para eliminar as impurezas.

Estresse

O estresse prolongado aumenta a produção de radicais livres, intensificando o processo de oxidação das células. É o chamado estresse oxidativo, que desempenha papel central na condução de eventos que causam o envelhecimento. Ele altera os ciclos de renovação celular e provoca danos ao DNA que promovem a liberação de agentes inflamatórios. O primeiro impacto é o envelhecimento precoce da pele, afirma a dermatologista Cristiane Dal Magro, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "O estresse oxidativo celular causará a degradação do colágeno (substância que dá sustentação à pele) e a acumulação de elastina, que é uma característica da pele fotoenvelhecida", explica. 

A oxidação das células levará a produção de substâncias inflamatórias que geram uma cadeia de desequilíbrio no nosso corpo. "Isso causa o aumento dos níveis de colesterol ruim e, aumento de gordura no fígado, diabetes tipo 2, elevação da pressão arterial, do risco de aterosclerose e consequentemente de doenças cardíacas e cerebrovasculares", explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Pessoas estressadas também costumam ter hábitos de vida poucos saudáveis - alimentação desregrada e rotina sedentária. Saber conciliar tarefas é um desafio atualmente, mas é essencial para a saúde e para impedir o envelhecimento precoce.

Má alimentação

Uma dieta inadequada pode favorecer o envelhecimento precoce de diversas maneiras, a começar pelo aumento de peso. "O excesso de peso está associado com mudanças na estrutura do colágeno, que é responsável pela sustentação e firmeza da pele, além de participar do processo de cicatrização - como resultado, o corpo forma mais rugas e flacidez", afirma a dermatologista Cristiane. 

A alimentação rica em gorduras e alimentos industrializados aumenta a produção de radicais livres. Da mesma forma, uma dieta pobre em verduras, frutas e legumes não fornece os antioxidantes que o organismo precisa para combater esses radicais. Quando há um desequilíbrio entre os radicais livres e nossa defesa antioxidante as células e DNA ficam danificados, aumentando o risco para diversas doenças e contribuindo para o envelhecimento precoce. 

O excesso de açúcar consequente da má alimentação também favorece o envelhecimento precoce por meio da glicação, um processo inflamatório nas células que faz com que elas produzam radicais livres. "A ingestão excessiva de açúcar causa alterações profundas na integridade das células e nas suas funções - entre elas o estresse oxidativo celular e o envelhecimento precoce."

Desidratação

A água é essencial para o funcionamento do corpo como um todo. Ela é utilizada em processos metabólicos, na transpiração e até na respiração. Sua falta acarreta problemas em todo o organismo e isso fica mais do que evidente no maior órgão do corpo humano: a pele. "Ela precisa ser hidratada por dentro e por fora. É por meio da água que as camadas internas receberão nutrientes e eliminarão as toxinas acumuladas", explica a dermatologista Cristiane. 

Os resultados são ainda melhores se o consumo de água estiver aliado a um bom hidratante. "Pessoas com pele oleosa ou que apresentaram reações alérgicas a algum produto, entretanto, devem procurar um dermatologista para realizar tratamentos específicos", lembra a profissional.

Baixa imunidade

A baixa imunidade é um sinal de que o corpo não está conseguindo se defender completamente dos agentes externos, aumentando o risco de contrair doenças. A falta de resistência imunológica favorece uma série de infecções e inflamações no corpo que não aconteceriam se as defesas estivessem funcionamento corretamente. "O resultado são sintomas como unhas fracas, queda de cabelo, cansaço, problemas de pele e uma infinidade de complicações", explica a imunologista Elisabete Blanc, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Sedentarismo e overtraining

Extremos são sempre perigosos e isso acontece até em relação à prática de exercícios físicos. "Tanto a falta de exercício (sedentarismo) quando o excesso (overtraining) levam a uma produção exagerada de radicais livres pelo corpo, que causam o envelhecimento precoce", explica Raul Santo, fisiologista e pesquisador do Centro de Estudos da Medicina da Atividade Física e do Esporte (CEMAFE). Segundo ele, produzimos esses radicais até na respiração, mas o corpo consegue dar conta de equilibrá-los no organismo. Entretanto, quando nos submetemos a treinos muito pesados ou à ausência de atividades, perde-se o controle sobre essa produção. "O ideal é praticar um treino leve ou moderado cinco vezes por semana durante 30 minutos", complementa.

Má postura

Hérnia de disco, escoliose e lombalgia são apenas alguns dos problemas decorrentes da postura inadequada. As alterações posturais também interferem na aparência do indivíduo, que pode parecer mais velho do que realmente é. Diversas situações da rotina podem prejudicar a nossa postura, por isso é essencial saber se posicionar corretamente!, explica o ortopedista Luciano Pellegrino, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Dormir pouco

Durante o sono, produzimos hormônios "rejuvenescedores", como a melatonina e o hormônio do crescimento. "Esses hormônios exercem funções reparadoras e calmantes para a pele, e a falta de sono impede que o corpo descanse adequadamente", afirma a endocrinologista Alessandra. Os maiores resultados disso são uma pele sem viço e com olheiras. O estresse provocado pela falta de sono também favorece o aparecimento de rugas.