terça-feira, 7 de julho de 2015

Receita: Fondue light para comer no inverno sem culpa!

Um fondue é uma ótima pedida para se aquecer - e se deliciar - num dia de inverno. Porém, as versões clássicas de queijo e chocolate costumam ser carregadas de gordura, açúcar e calorias. Mas você pode apostar em versões mais lights do fondue e até mesmo trocar acompanhamentos como o pão por opções mais saudáveis. A pedido da Marie Claire, Alessandra Almeida, nutricionista funcional da Clínica Andrea Santa Rosa indica 3 receitas. 

FONDUE FUNCIONAL DE QUEIJO

Ingredientes: 2 colheres de sopa de biomassa de banana verde + 1/2 xícara de leite de amêndoas + 1/2 xícara de vinho branco + 100g de tofu cream + 400g de queijo cottage de búfala + 1 pitada de noz moscada + 1 dente de alho + ervas desidratadas a gosto + sal rosa.

Preparo: No liquidificador bata a biomassa, o leite de amêndoas, o vinho, o tofu cream, o cottage e metade do dente de alho até ficar homogêneo. Esfregue a outra metade do alho em uma panela, adicione a mistura do liquidificador e aqueça em fogo baixo. Acrescente as ervas e o sal rosa. Mexa por 5 minutos e sirva em uma panela de fondue com os acompanhamentos (couve-flor, brócolis, pão sem glúten, filé).

FONDUE DE QUEIJO COM CEBOLA

Ingredientes: 2 colheres de sopa de biomassa de banana verde + 1/2 xícara de leite de amêndoas + 1/2 xícara de vinho branco + 150g de tofu cream + 1 cebola + 1 dente de alho + ervas desidratadas a gosto + sal rosa.

Preparo: Asse uma cebola no forno no azeite até amolecer. No liquidificador bata a biomassa, o leite de amêndoas, o vinho, o tofu cream, a cebola assada e metade do dente de alho até ficar homogêneo. Esfregue a outra metade do alho em uma panela, adicione a mistura do liquidificador e aqueça em fogo baixo. Acrescente as ervas e o sal rosa. Mexa por 5 minutos e sirva em uma panela de fondue com os acompanhamentos (couve-flor, brócolis, pão sem glúten, filé).

FONDUE DE CHOCOLATE COM ESPECIARIAS

Ingredientes: 2 bananas verdes sem casca e quentes (esquentadas em banho maria) + 150g de chocolate 70% amargo + 1 c. de sopa de óleo de coco + 1 c. de café de canela + 1 c. de café de gengibre + 1 xícara de chá de leite de amêndoas.

Preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador. Despeje numa panela e leve em fogo baixo. Mexa por 5 minutos e serva.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Receita: Super tabouleh de quinoa e cânhamo

Experimente esta super versão da tradicional salada libanesa cheia de sabor. Perfeita para os dias quentes, para levar para a praia ou na marmita, enquanto as férias não chegam.

O tabouleh é uma salada libanesa muito fresca, simples e rica em sabor que adoro fazer nos dias mais quentes do verão. Como em qualquer receita tradicional existem muitas variações, mas todas aproveitam os melhores ingredientes da estação como o tomate, o pepino ou a pimento. Agora, as rainhas desta salada são mesmo as ervas aromáticas e um bom tabouleh tem que ter muito verde. As mais usadas costumam ser a salsa e a hortelã, mas podem experimentar e abrir horizontes com manjericão, coentros ou, para uma verdadeira explosão de sabores, combinar todas.

Tradicionalmente acrescenta-se ainda bulgur ou até couscous, mas este é um super tabouleh e deve-se juntar grão-de-bico e mais dois convidados muitos especiais para esta festa aromática: a quinoa e o cânhamo. Podem ser pequeninos mas possuem muitos nutrientes e transformam esta salada num almoço leve mas super completo.

Super tabouleh de quinoa e cânhamo

Ingredientes p/ 2 a 4 pessoas

200 g de Salsa Fresca
2 mãos cheias de Hortelã, só as folhas
10 Tomatinhos Cereja, vermelhos e amarelos
1/2 Pepino
1/2 Pimenta Vermelha
1/2 Cebola
100 g de Sementes de Cânhamo
150 g de Quinoa cozida
100 g de Grão de Bico Cozido
4 colheres de sopa de Suco de Limão
6 colheres de sopa de Azeite
Sal Marinho Integral
Pimenta Preta moída na hora

Modo de fazer:

Picar muito bem a salsa, a hortelã, os tomates, o pepino, o pimentão e a cebola.
Numa taça, juntar todos os ingredientes e misturar bem.
Se possível reservar na geladeira por 30 minutos e servir bem fresca.
Fica ainda mais deliciosa no dia seguinte!

Dica: Deixem alguns tomatinhos cortados apenas em gomos para um efeito visual mais divertido.

As Super Estrelas

Quinoa

Considerada sagrada pelos Incas, esta super semente faz parte da alimentação dos povos andinos há mais de 4.000 anos. Com uma preparação muito semelhante ao arroz, a quinoa é uma ótima alternativa que nos fornece proteínas completas com todos os aminoácidos essenciais e ainda muitos minerais. Há mais de 120 variedades de várias cores, passando pelo bege, castanho e todo o tipo de tons avermelhados, sendo esta última a mais interessante nutricionalmente. A que mais se vê no mercado é a bege e pode aparecer em grãos, farinha ou até flocos. Sem glúten.

A quinoa é uma planta que se adapta a todo o gênero de climas e terrenos mas ainda continua a ser maioritariamente produzida na Bolívia e no Peru. Quando o resto do mundo a descobriu, a procura atingiu níveis altíssimos, causando um grande desequilíbrio socioeconômico nestes países. Hoje, felizmente, estão já a ser aplicadas medidas que protegem os agricultores e promovem um comércio mais justo. Quando comprarem tentem sempre saber a origem.

Antes de cozinhar a quinoa, demolhar se possível entre 1 a 8 horas, descartar a água de demolhar e cozinhar como o arroz, durante cerca de 10 minutos com o dobro da água.

Sementes de Cânhamo

Extremamente ricas em proteínas de alta performance, com todos os aminoácidos essenciais e facilmente digeridas e assimiladas pelo organismo, as sementes de cânhamo são muito populares entre os atletas e umas das melhores amigas dos vegetarianos e vegans. São uma ótima fonte de todos os ácidos gordos essenciais e apresentam o equilíbrio ideal de 3:1 de Ómega 6 e Ómega 3.

As sementes de cânhamo descascadas não apresentam inibidores de enzimas que impedem a digestão de proteínas tornando-as altamente assimiláveis pelo organismo e são compostas essencialmente poredestina — uma proteína considerada como a espinha dorsal do DNA e muito semelhante à nossa globulina no plasma do sangue, responsável pela produção de anticorpos –, e também por albumina, similar à proteína encontrada na clara de ovo, com propriedades antioxidantes. Apresentam ainda altos níveis de ácido glutâmico, um neurotransmissor que nos ajuda a lidar com o stress e a gerir melhor as emoções.

São vendidas já descascadas em lojas de produtos naturais ou em vários sites online e têm um sabor que lembra pinhões torrados. Adoro usá-las para enriquecer leites vegetais e batidos, juntá-las a papas de pequeno-almoço ou salpicar saladas, sopas e legumes com elas. O óleo também pode ser usado para temperar saladas ou acrescentar a bebidas para aumentar a absorção de nutrientes.

São totalmente seguras e não contêm nenhuma substancia psicotrópica.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Engordar no inverno? Nem pensar! Saiba como driblar a tendência e manter a forma na estação da preguiça

Inverno, frio... Das quatro estações, esta é considerada a mais preguiçosa do ano. São três meses em que ficamos com menos pique para sair de casa e correr no parque, andar de bicicleta ou ir à academia. Sobra vontade de ficar embaixo do cobertor, assistindo filmes, tomando chocolate quente ou comendo demasiadamente. Tudo isso favorece o aumento de peso.

Essas mudanças na disposição e no apetite são explicadas cientificamente: com o frio, o corpo tende a gastar mais energia para manter a temperatura entre 36,5ºC e 37ºC. Além disso, nesta época acontece uma diminuição da produção de serotonina, neurotransmissor que promove sensação de bem-estar. Para suprir esta queda, a maior parte das pessoas acaba compensando com os alimentos.

Para as pessoas que não abrem mão de manter o equilíbrio nutricional e o peso ideal, Beatriz Botéquio, consultora em nutrição da ABIMAPI – Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados – aponta dez dicas para uma alimentação que promova ânimo e ajude a driblar a preguiça. Saiba aqui: 

1. Ao contrário do que as pessoas pensam, o inverno é a melhor estação para emagrecer, pois o corpo gasta mais energia com o frio. Anime-se para manter a atividade física e não ficar parado! Antes dos treinos, uma torrada com geleia e um suco natural ou fruta são ótimas opções para o fornecimento adequado de energia.

2. Para saciar a vontade de preparações mais quentinhas, abuse das sopas, mas dê preferência às opções menos calóricas. Para isso, troque batata e mandioquinha por legumes. Para preparações cremosas, opte pelas versões light do leite, do creme de leite e da margarina. Acrescentar talos de folhas, além de ser uma ótima estratégia para aproveitar integralmente os alimentos, deixa a preparação muito mais nutritiva e rica em fibras. Misture legumes com carnes e temperos.

3. Ainda sobre as sopas, evite adicionar queijos amarelos, ricos em gorduras saturadas. Dê preferência aos tipos magros, como a ricota e o queijo fresco. Ótimos acompanhamentos para deixar a refeição completa são o pão e o macarrão. Mas lembre-se de eleger apenas um por refeição!

4. No inverno nossa preferência por preparações frias, como saladas, diminui. Para compensar, capriche mais na porção de legumes cozidos e refogados para garantir a fibra da dieta, que aumenta a sensação de saciedade e melhora o funcionamento do intestino. Adicionar cenoura ralada ou vagem em preparações como arroz e carnes cozidas é uma boa opçãoOutra estratégia é incluir o macarrão quente a um prato de salada. Além de ser uma preparação bem saborosa contribui no acréscimo de fibras.

5. Procure manter o consumo diário de frutas e, sempre que possível, inclua uma porção diária rica em vitamina C (laranja, limão, acerola, tangerina, morango, etc.) para aumentar a resistência a gripes e resfriados.

6. Uma banana ou maçã cozida no microondas com canela pode ser uma ótima sugestão de sobremesa leve e quentinha para turbinar o cardápio no inverno. A adição de uma pitada de canela, além de dar um toque especial na preparação, tem um benefício extra para quem deseja perder peso: ela é considerada um alimento termogênico, ou seja, contribuiu para o aumento do metabolismo.

7. No frio, a tendência é beber pouca água. Os chás entram como boa opção no cardápio para manter a hidratação. O verde e o branco são ricos em antioxidantes, como as catequinas e metilxantinas. Além disso, ajudam a acelerar o metabolismo.

8. Troque o chocolate quente tradicional pela versão light. O cacau em pó é rico em flavonóides, antioxidante que combate o envelhecimento e reduz o risco de doenças do coração.

9. Não abre mão do fondue de queijo nesta época? Opte por pães ou biscoitos integrais como acompanhamento. Além de deixarem sua refeição mais gostosa, essas opções acrescentam fibras e diminuem a absorção da gordura. As fibras ajudam a gerar mais saciedade e a consumir menos. Inclua tomate cereja e brócolis como acompanhamentos e modere no vinho e na sobremesa.

10. As massas com molhos brancos ou muito elaborados são muito calóricas e devem ser consumidas de forma esporádica. Prefira as opções com molho simples de tomate ou a bolonhesa. Uma sugestão para tornar o molho branco menos calórico é utilizar o leite desnatado no preparo.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Receita: Bolo duo de cenoura e chocolate da Rosana Brum

Para alegrar a semana de vocês, pessoinhas! 

1. Ingredientes:

1/2 xícara de ghee ou óleo de coco ou de macadâmia
2 cenouras grandes sem casca 
4 ovos 
1/2 xícara de água ou leite coco ou de amêndoas ou zero lactose 
1 xícara de açúcar demerara ou xilitol ou 1/2 de sucralose 
3 xícaras de farinha de trigo integral ou aveia sem glúten ou metade de uma e de outra (pode usar farinha sem glúten preparada, já postei receita, tem no blog)
1 colher de sopa de fermento em pó

2. Modo de Preparo:

Bata os ovos e o açúcar até virar creme fofo e reserve. 
Bata todos os outros ingredientes no liquidificador, com exceção do fermento e acrescente à mistura de ovos e mexa com ajuda de fouet ou colher até incorporar. Junte o fermento e misture delicadamente.

3. Para o Pudim:
3 ovos
300ml de leite condensado zero ou fit (receita aqui e no blog)
300ml de leite zero lactose ou de amêndoas ou de coco 
1 xícara de chocolate em pó ou meio amargo derretido (uso Callebaut Malchoc D), pode substituir por 1/3 de xícara de cacau em pó (mas sabor muda um pouco). 
1 colher de sopa de gelatina em pó sem sabor ou agar agar.

✔Bata todos os ingredientes no liquidificador e despeje a mistura em uma forma com furo (de silicone ou tradicional, sendo que a segunda precisa ser untada, para não grudar).

Em seguida, coloque a massa do bolo, com cuidado.

Asse em banho maria, em forno preaquecido a 200 graus, por cerca de 50/60 minutos ou até que esteja totalmente cozido.

Se puder, cubra a forma com outra assadeira, para que não queime a superfície (não use papel alumínio, ok?!).

Espere esfriar para desenformar. 

Fonte:http://rosanabrum.com.br

terça-feira, 30 de junho de 2015

Cevada ajuda a emagrecer

Alimento integral contém grande quantidade de fibras e reduz colesterol

A maioria das pessoas no Brasil só conhece a cevada por meio de seu derivado mais comum – a cerveja. E há muita gente que, além de nunca ter visto o grão, também não sabe que ele é um superaliado no emagrecimento e no controle do colesterol e do diabetes.

“Parece um arroz integral, mas é mais ‘gordinha’. É um cereal semelhante à aveia e tem grande quantidade de fibras, especialmente as beta-glucanas. Aumentar o consumo dessas fibras faz com que o organismo normalize os níveis de açúcar e gordura no sangue”, explica a nutricionista Andrea Zaccaro, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE).

A cevada é boa até para quem quer emagrecer – ou manter-se magro. A técnica de massagem Dolores Baptista, 61, por exemplo, introduziu o grão em sua dieta há cerca de um ano e meio para não perder os bons resultados alcançados com uma cirurgia de redução do estômago.

“Quando você opera, você emagrece, mas tem que continuar controlando a alimentação, porque não perde a compulsão por comer”, conta ela. A cevada ajudou muito na manutenção de seu peso, pois, segundo Dolores, ela aumenta a sensação de saciedade e diminui a vontade de comer.

A explicação para isso é fisiológica. “Há maior saciedade quando comemos (fibras), porque elas demoram mais a serem digeridas. As fibras têm como principal propriedade fazer com que haja um bom funcionamento intestinal. As gorduras e os açúcares têm absorção reduzida quando há uma grande quantidade de fibras na refeição. Por isso, a cevada pode ser usada no tratamento de pacientes com sobrepeso e obesidade”, explica a nutricionista Andrea.

Na cozinha. Usar o ingrediente no dia a dia não é uma tarefa muito difícil. O grão, mais encontrado no mercado com o nome “cevadinha”, pode ser usado em saladas, risotos, sopas e lanches (no lugar da granola, por exemplo). Além dos benefícios nutricionais, a cevada também tem a vantagem de ser barata: 1 kg do grão custa cerca de R$ 5.

Quem tem intolerância a arroz também se beneficia. “Hoje em dia, quando fazemos os exames, vemos que muitas pessoas desenvolveram intolerância ao arroz. A cevada é uma forma de variar a alimentação”, explica a nutricionista clínica e esportiva funcional Karin Honorato. O ideal é que o grão seja consumido cerca de duas vezes por semana, entre duas e quatro colheres de sopa por vez.

Também é possível encontrar farinha de cevada, que pode ser usada em pães e bolos. Outra opção é consumir o pó de cevada. O grão é torrado e moído e pode substituir o café. O preparo é igual, com a diferença de a cevada não conter cafeína.

Celíacos

Não podem. Como o trigo, a cevada também contém glúten. Assim, pessoas com doença celíaca não podem consumir as receitas que levam o grão – nem seus derivados, como a cerveja.

Nutrientes

Veja as funções dos principais nutrientes da cevada:

Fibras: Auxiliam no controle do colesterol e dos açúcares no sangue.

Selênio: Antioxidante e carro-chefe na proteção da tireoide.

Maganésio: Leva o cálcio até os ossos.

Manganês: Ajuda o organismo a reter o cálcio.

Complexo B: Vitaminas com função de proteção neurológica.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sem ideias para usar sementes de chia?

As sementes de chia são bem mais poderosas do que o pequeno tamanho revela. Ricas em ómega 3, cálcio, potássio e magnésio, estas sementes são das mais populares entre os superalimentos consumidos regularmente por aqueles que procuram um estilo de vida saudável e uma alimentação mais equilibrada.

Para quem quer experimentar ou inovar nas receitas que incluem chia, a Health mostra algumas das formas mais eficazes de incluir estas sementes nas refeições.

Pudim de chia – soa a guloseima mas é uma refeição saudável (com apenas 150 calorias por taça). Para tal, basta juntar alguma chia a leite ou água e reservar num recipiente de vidro fechado durante a noite e dentro da geladeira.

Topping em saladas, sumos, iogurtes – uma vez que têm uma textura crocantes, as sementes de chia são muito versáteis e podem ser incluídas em refeições doces ou salgadas. Para quem quer dar um toque mais saudável e nutritivo a um prato, basta colocar uma colher de sopa de chia em cima do iogurte, suco, vitamina, salada ou sopa.

Amiga da aveia – as papas de aveia são uma das melhores opções para o pequeno-almoço e das que mais variedades e invenções permite. Para quem come todos os dias esta iguaria pela manhã, ir alternando entre as várias sementes existentes é uma opção e a chia está sempre nas principais.

Ingrediente secreto de refeições feitas no forno – vai fazer muffins, bolos, pão ou até mesmo omeletes? Junte uma ou duas colheres de sopa ao preparado e irá aumentar o valor nutricional do produto final.

Papas de fruta ou compota – para quem gosta de conjugar várias frutas e legumes mas não é fã de sucos ou vitaminas, pode optar por fazer uma papa e juntar algumas sementes de chia depois de triturar. E para os amantes de compota, a chia é uma excelente aliada à confeção deste doce.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Alface, rúcula, agrião e acelga são aliados da dieta e ricos em nutrientes

Essas folhas devem fazer parte da alimentação de todas as pessoas e fornecem vitaminas, minerais e outros componentes importantes

A salada verde deveria fazer parte das refeições de todas as pessoas, pois as folhas, além de fornecerem vitaminas, minerais e outros componentes bioativos que trazem benefícios para o nosso organismo, possuem alto teor de água que hidratam o corpo e são ricas em fibras. Estas ajudam no funcionamento do intestino, aumentam a saciedade, diminuem a absorção da gordura dos alimentos e o índice glicêmico da refeição. Ou seja, alteram a velocidade de absorção dos carboidratos que por serem absorvidos lentamente prolongam a saciedade. Além disso, as folhas apresentam baixa caloria, contribuindo assim para a perda de peso. 

No entanto, uma boa porção de salada pode engordar mais do que uma refeição completa se for utilizado um molho cremoso muito gorduroso. Algumas sugestões saborosas e pouco gordurosas são: vinagre balsâmico misturado com um pouco de azeite, ervas e suco de limão, laranja com alecrim, molho de salsinha com vinagre, etc. 

A alface é sem sombra de dúvidas o ingrediente mais popular das saladas. Seu consumo vem aumentando a cada dia devido à preocupação das pessoas com a saúde e com o controle do peso. 

Benefícios do alface

A folha de alface, além das fibras, contém quantidades razoáveis de betacaroteno, vitamina B1, B2, folato, vitamina C e também dos minerais: cálcio, ferro e potássio. No entanto, as quantidades variam consideravelmente de um tipo para outro. Cada 100 gramas de alface (1 prato raso de folhas) contém cerca de 13 kcal e por isso pode ser consumida à vontade. A alface possui propriedades calmantes, apresenta funções laxantes e diuréticas e contribui para a saúde do coração. Além disso, a alface é uma boa fonte de potássio, que contribui na redução da pressão arterial, outro fator de risco para doenças cardíacas.

No geral, os vegetais de coloração mais escura e intensa apresentam mais betacaroteno e vitamina C que as variedades mais claras. A vitamina C e o betacaroteno são antioxidantes que evitam a oxidação do colesterol. Quando o colesterol é oxidado se acumula nas paredes das artérias formando placas que bloqueiam o fluxo sanguíneo, causando um ataque cardíaco ou derrame. Além disso, as fibras fazem uma ligação com os sais biliares e remove-as do corpo. Isto obriga o organismo a produzir mais bile e consequentemente elimina mais colesterol do corpo. Assim, a alface e outras folhas ajudam a diminuir os níveis elevados de colesterol. 

Benefícios da rúcula

A rúcula, membro da mesma família do brócolis, repolho e outros vegetais crucíferos, também possui um perfil nutricional bastante atrativo. Ela é boa fonte de betacaroteno, vitamina C, vitamina K e minerais como o potássio, ferro, manganês, magnésio, zinco e cobre. Por conter pouquíssima caloria (17 kcal em cada 100 g) a rúcula também pode ser consumida à vontade. Além disto, suas folhas apresentam propriedades digestivas, diuréticas e são amplamente reconhecidas como um potente alimento anticâncer, pois apresentam diversos fitoquímicos, que desempenham um papel antioxidante vital no corpo. Eles ajudam a livrar o corpo de toxinas e substâncias cancerígenas

Benefícios do agrião

O agrião, outro vegetal crucífero, também está entre os mais nutritivos. É riquíssimo em antioxidantes, bioflavonóides e outras substâncias que protegem contra certos tipos de câncer, principalmente os do aparelho digestivo. Este vegetal é também uma boa fonte de betacaroteno (precursor da vitamina A) e vitamina C, antioxidantes que protegem contra danos nas células provocados por radicais livres, moléculas instáveis produzidas durante o uso do oxigênio pelo organismo. Além de vitaminas, contém boas quantidades dos minerais: ferro, magnésio, potássio e é uma excelente fonte natural de cálcio. 

Benefícios da acelga

A acelga é um alimento muito nutritivo de baixa caloria, com boa quantidade de vitamina K, magnésio e potássio, como também contém vitamina E, vitamina A, C, e ferro. Seu consumo está associado a um menor risco de doenças cardíacas e certos tipos de câncer. A vitamina K fornecida em alta quantidade na acelga é essencial para a coagulação sanguínea e manutenção da saúde óssea.

O magnésio é um bloqueador natural de cálcio que evita o excesso deste nas células nervosas e, portanto, a ativação do nervo. A ativação dessas células leva à contração excessiva, resultando em condições como cãibras musculares, dor, fadiga, pressão arterial alta, enxaquecas e espasmos musculares. 

A vitamina A, vitamina C, cálcio e magnésio contribuem na manutenção de ossos fortes e saudáveis e ajudam a prevenir a osteoporose, doença causada pela inadequada ingestão de cálcio na dieta. A doença está associada a uma perda gradual da densidade óssea, o que aumenta o risco de fraturas. Desta forma, a acelga contribui na manutenção de ossos saudáveis, controle da frequência cardíaca e pressão arterial, relaxamento dos nervos e na coagulação sanguínea. 

Benefícios das endívias

As endívias, assim como as outras folhas, também são boas fontes de fibras, potássio, magnésio, betacaroteno, vitamina C, folatos e vitamina E. Contém apenas 17 calorias em cada 100 gramas, podendo ser consumidas a vontade. A vitamina E é importante na prevenção de câncer, ajuda a diminuir a gravidade e frequência dos calores em mulheres que atravessam a menopausa e desempenham um papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares.

Como consumir

Por todos os benefícios que estas verduras têm para a nossa saúde e também porque contêm poucas calorias e muitas fibras, devemos incluir a alface, rúcula, agrião, acelga e endívia em nossa alimentação. As vantagens do consumo das folhas não são facilmente encontradas nos demais alimentos, por isso, é aconselhável a ingestão destas em sua forma crua, já que o cozimento elimina uma parte dos nutrientes. 

Não existe uma quantidade recomendada de cada tipo de folha, mas o consumo diário e rotativo das folhas é necessário. O ideal seria o consumo de metade de um prato de salada na hora do almoço e outro no jantar, totalizando 100 gramas de folhas variadas diariamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo mínimo de 400 gramas de vegetais entre verduras, legumes e frutas por dia. Tal recomendação visa reduzir o risco de desenvolvimento de doenças e também a prevenção e correção de várias deficiências de micronutrientes.