segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A importância da alimentação para o envelhecimento saudável

O envelhecimento saudável tem se tornado um dos grandes desafios das novas gerações. É sabido que não adianta apenas viver mais. O importante para quem busca longevidade é aliar a idade avançada com qualidade de vida. Mas como?

Alcançar a terceira idade com saúde, vitalidade e independência depende de fatores comportamentais. A adoção de bons hábitos de vida, como praticar atividades físicas, não fumar, manter vida social ativa e ter uma alimentação equilibrada são determinantes para a manutenção da saúde.

No que diz respeito à alimentação, o Ministério da Saúde lançou no início da década o Guia de Alimentação Saudável para a Pessoa Idosa. Trata-se de um manual bastante didático que lista os principais cuidados que profissionais ou idosos devem observar em relação à alimentação como geradora de qualidade de vida. Os principais itens listados no guia são:

  • Fazer no mínimo três refeições ao dia;
  • Incluir diariamente seis alimentos dos grupos dos cereais, tubérculos e raízes à dieta (arroz, milho, trigo, batata, mandioca, etc.);
  • Ingerir pelo menos três porções de legumes ou frutas durante o dia, como parte das refeições, sobremesas ou lanches;
  • Comer arroz e feijão pelo menos cinco dias por semana;
  • Consumir diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carne, ave ou peixe;
  • Consumir no máximo uma porção por dia de óleos vegetais, margarina, azeite e manteiga;
  • Evitar refrigerante, sucos industrializados, bolos, doces e biscoitos recheados. Consumir tais produtos no máximo duas vezes por semana;
  • Reduzir o sal na alimentação;
  • Beber dois litros de água por dia, principalmente entre as refeições;
  • Evitar o fumo, beber com moderação e a pratica de atividades físicas complementam as ações em prol da saúde.

A cartilha tem como objetivo evidenciar, acima de tudo, como equilibrar proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais para manter o organismo fortalecido e funcionando em boas condições. Afinal, as mudanças trazidas com a idade refletem em inúmeros aspectos da vida cotidiana, mas podem ser amenizadas quando os hábitos saudáveis são desde cedo adotados.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Tirar férias tende a prolongar a vida

Tirar férias tende a prolongar a vida. Esta é a conclusão de um estudo feito ao longo de 40 anos e apresentado nesta terça-feira, dia 28, no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia e aceito para publicação no "Journal of Nutrition, Health & Aging".

— Não pense que ter um estilo de vida saudável pode compensar o fato de se trabalhar pesado e não tirar férias — disse o professor Timo Strandberg, da Universidade de Helsinque, na Finlândia. — As férias podem ser uma boa maneira de aliviar o estresse.

O estudo incluiu 1.222 homens executivos de meia-idade nascidos em 1919 a 1934 e recrutados no Helsinki Businessmen Study em 1974 e em 1975. Os participantes tinham pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular (tabagismo, pressão alta, colesterol alto, triglicérides elevados, intolerância à glicose ou excesso de peso).

Os participantes foram separados em um grupo de controle (610 homens) e um grupo de intervenção (612 homens) por cinco anos. O grupo de intervenção recebeu conselhos orais e escritos a cada quatro meses para fazer atividade física aeróbica, comer uma dieta saudável, atingir um peso saudável e parar de fumar. Quando os conselhos de saúde isoladamente não foram eficazes, os homens do grupo de intervenção também receberam medicamentos recomendados na época para reduzir a pressão arterial (betabloqueadores e diuréticos) e os lipídios (clofibrato e probucol). Os homens do grupo de controle receberam cuidados de saúde habituais e não foram acompanhados pelos investigadores.

MAIS DE TRÊS SEMANAS DE FÉRIAS, MENOS MORTES

Férias mais curtas foram associadas ao excesso de mortes no grupo de intervenção. Neste grupo, os homens que tiraram três semanas ou menos de férias anuais tiveram um risco 37% maior de morrer do que aqueles que ficaram de férias por mais de três semanas, no período de 1974 a 2004. Já no grupo de controle, o tempo de férias não teve impacto no risco de morte.

— Em nosso estudo, homens com férias mais curtas trabalhavam mais e dormiam menos do que aqueles que tiravam férias mais longas — destacou professor Strandberg. — Esse estilo de vida estressante pode ter anulado os benefícios da intervenção. Acreditamos que a intervenção em si também pode ter tido um efeito psicológico adverso sobre esses homens, acrescentando estresse às suas vidas.

O risco de doença cardiovascular foi reduzido em 46% no grupo de intervenção, em comparação com o grupo controle até o final do estudo. No entanto, quando nos 15 primeiros anos de acompanhamento, em 1989, houve mais mortes no grupo de intervenção do que no de controle.

CONTROLE DE ESTRESSE

A análise apresentada hoje ampliou o acompanhamento dos índices de mortalidade para 40 anos — até 2014 —, usando registros nacionais de óbitos. Examinou também dados de referência anteriormente não relatados sobre os volumes de trabalho, sono e férias dos indivíduos. Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi consistentemente maior no grupo de intervenção, quando comparado com o grupo de controle até 2004. Já entre 2004 e 2014, as taxas de mortalidade foram as mesmas em ambos os grupos.

O professor Strandberg observou que o controle do estresse não fazia parte da medicina preventiva na década de 1970, mas é agora recomendado para indivíduos com alguma doença cardiovascular ou com risco de desenvolver uma. Além disso, medicamentos mais eficazes estão disponíveis para baixar o colesterol (estatinas) e a pressão sanguínea (inibidores da enzima conversora de angiotensina, bloqueadores dos receptores da angiotensina e bloqueadores dos canais de cálcio).

— Nossos dados sugerem que a redução do estresse é parte essencial dos programas que visam reduzir o risco de eventos cardiovasculares em indivíduos de alto risco — ressaltou Strandberg.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Como os horários de refeição influenciam sua qualidade de vida

Se você tenta levar uma vida saudável, provavelmente presta atenção ao tipo de alimento e ao tamanho das porções que consome. Mas uma nova pesquisa indica que tão importante quanto isso é observar quando você come. Nutricionistas vão recomendar que você se alimente em intervalos regulares e nunca pule uma refeição.


Os "ratos de academia" aconselham você a comer certos nutrientes antes, durante e depois de praticar exercício; e pesquisas indicam que ingerir a maior parte das calorias no início do dia ajuda a combater a obesidade.

Agora, um estudo que analisa o ritmo circadiano (período de 24 horas em que se baseia o relógio biológico) diz que devemos limitar nossa alimentação às primeiras oito a dez horas em que estamos acordados, para dar ao corpo tempo suficiente para digerir a comida, descansar e se recuperar.

O pesquisador Satchin Panda é professor do Salk Institute, em Dallas, nos EUA, e autor do livro The Circadian Code ("O Código Circadiano", em tradução livre), resultado de 10 anos de pesquisa sobre o assunto. Ele explica à BBC que o corpo funciona melhor quando nossos hábitos alimentares estão alinhados ao ritmo circadiano.

"Quase todas as células do nosso corpo têm seu próprio relógio circadiano, o nosso relógio de 24 horas. Isso significa que todos os hormônios, todas as substâncias químicas do cérebro, todas as enzimas e até mesmo todos os genes no genoma aumentam e diminuem em determinados momentos do dia", diz Panda.

"Quer dizer que, assim como há um momento ideal para dormir, há um momento ideal para comer, estudar, fazer atividade física. O que estamos descobrindo é que nosso corpo é voltado para digerir alimentos e absorver nutrientes apenas de oito a dez horas por dia - no máximo, 12 horas talvez."

"Fora deste período, o nosso relógio circadiano vira a chave, e o nosso corpo entra num modo diferente para recuperar, restaurar e rejuvenescer", acrescenta.

A importância do intervalo

Em 2012, Panda e seus colegas do Instituto Salk conduziram um estudo com dois grupos idênticos de ratos. O primeiro grupo recebeu alimentos ricos em gordura e açúcar, e os animais podiam comer sempre que quisessem.

Ao segundo grupo, foi fornecida quantidade equivalente dos mesmos alimentos - mas com um intervalo de oito horas.

Após 18 semanas, os ratos que se alimentaram sem restrição de horário estavam diabéticos e obesos, tinham ainda colesterol alto e problemas intestinais.

Surpreendentemente, aqueles que consumiram a mesma dieta com um espaçamento de oito horas não apresentaram qualquer doença.

Panda explica que quando paramos de comer, as toxinas do ambiente e dos alimentos são eliminadas, os níveis de colesterol são reduzidos, os músculos, a pele, o revestimento do intestino e até mesmo o DNA são reparados.

Continuar comendo após essa janela de oito a dez horas afeta esses processos, pois o corpo passa a focar na digestão e no processamento de nutrientes.

"Fazer esse intervalo oferece os melhores resultados para a saúde. Mas muitas pessoas não gostam da palavra jejum", afirma Panda.

"Nós não sugerimos o que e em que quantidade você deve comer. Mas tenha em mente os horários em que você se alimenta, e reserve de oito a dez horas - 12 horas, no máximo - para isso. Fora desse horário, até comida saudável pode se tornar uma porcaria", esclarece.

Outras pesquisas

Panda diz que suas descobertas são respaldadas por outros estudos.

"Um estudo mostrou que mulheres que jejuavam por mais de 13 horas todas as noites apresentavam um risco significativamente menor de câncer de mama", conta.

Esses trabalhos entram intrinsecamente em conflito com o hábito de algumas pessoas de beliscar até a hora de dormir - e, sem dúvida, daquelas que adotam um estilo de vida mais intenso e movimentado.

Em 2015, Panda realizou uma pesquisa com voluntários, que concordaram em ser monitorados por meio de um aplicativo de smartphone. O resultado mostrou que eles comiam por um período de 15 horas ou mais ao dia.

Mas quando indivíduos com excesso de peso, que comiam ao longo de mais de 14 horas, restringiram a alimentação para um período de 10 a 11 horas, durante 16 semanas - sem mudar a dieta -, eles reduziram o peso corporal, relataram ganho de energia e melhora na qualidade do sono. Os benefícios persistiram por um ano.

Desafio para quem muda de turno no trabalho

Se manter fiel a essas descobertas pode ser um desafio para quem muda constantemente de turno no trabalho. Mas Panda acredita que é possível se adaptar.

"Para as pessoas que alternam entre turnos diurnos e noturnos, é importante prestar atenção em quando comer. Depois de acordar, espere uma hora até ingerir sua primeira caloria. Depois, reserve oito a dez horas por dia para comer. E quando você voltar para um horário sociável, reserve oito a dez horas para se alimentar", diz ele.

"E é importante evitar o consumo de álcool, porque quem trabalha em turnos é muito mais sensível ao álcool, que pode danificar o revestimento intestinal e causar doenças."

Assaltar a geladeira no meio da noite, devorar alimentos salgados e gordurosos após uma noite de bebedeira e até mudar o horário das refeições nos fins de semana são hábitos incompatíveis com uma alimentação saudável.

Panda compara essas variações a um "jet lag metabólico", que desorganiza o sistema digestivo e agrava o desalinhamento entre os hábitos alimentares e os ciclos circadianos.

"(Eles) são análogos a uma pessoa viajando por fusos horários diferentes todo fim de semana", explica.

domingo, 2 de setembro de 2018

Comer na hora certa faz toda a diferença

Ter uma alimentação saudável não significa comer pouco ou viver de regime. O importante é saber fazer as melhores escolhas. Significa, também, ficar de olho na quantidade, na qualidade e na frequência em que se fazem as refeições. Viver mais e com mais saúde está diretamente ligado ao comer bem. Uma alimentação saudável ajuda o corpo a funcionar melhor e interfere diretamente no seu bem-estar físico e mental. E tudo começa pelo café da manhã, preterido por grande parcela da população, com a justificativa de que pela manhã é aquela correria e não dá tempo.

Lembra da dica da vovó para sempre tomar um café da manhã reforçado? Ela estava certa e isso pode até ajudar na manutenção e perda de peso. Os nutricionistas alertam que um estilo de vida saudável começa com um café da manhã equilibrado. A quebra de jejum tem de ser feita assim que a pessoa acorda, para fornecer energia para encarar o dia. Esse hábito deve ser adquirido desde a infância. A pessoa que não toma café da manhã tem redução de nutrientes (vitaminas e minerais) na alimentação, fica mais propícia a ter anemia, deficit de atenção, apatia e indisposição. 

“O café da manhã, ou desjejum, é a principal refeição do dia”, afirma Sonia Trecco, nutricionista-chefe do serviço ambulatorial do Hospital das Clínicas da USP.

A importância se dá por ela ocorrer logo após um longo período de jejum – a noite anterior, caso não tenha havido nenhum assalto à geladeira (evite isso).

E o hábito de acordar de supetão, trocar de roupa rápido e sair correndo de casa para o trabalho ou para a academia? Também é melhor evitar. Segundo Trecco, há dois riscos principais associados a pular o café. O primeiro está ligado a possíveis episódios de hipoglicemia, que podem levar até mesmo a desmaios.

A secretária-executiva aposentada Silvana Maria Silva, 57 anos, de Campo Grande, conta que está vivendo um período de relação com a alimentação muito diferente daquele de quando trabalhava o dia todo. “Antes eu comia muito fora de casa e o café da manhã sempre se limitava ao cafezinho, um biscoito. Agora, que eu tenho mais tempo para me observar, cuidar de mim, estou até fazendo um curso de ayurveda (terapia indiana milenar). Isso mudou completamente minha vida alimentar. Eu acordo e sinto o que eu estou querendo comer naquele dia, preparo minhas refeições, muito mais equilibradas e nutritivas”.

A nutricionista afirma que cafés da manhã com leite e seus derivados – pelo menos para quem não tem intolerância –, pão e frutas é o recomendado. “Não pule o café da manhã”, reforça Trecco. 

A estudante de Administração de empresas Nathália Fernanda de Souza, 22 anos, sabe bem sobre a importância da primeira refeição do dia, mas, como a maioria das pessoas, não dedica a devida atenção a ela. “Na verdade, isso tem faltado muito na minha vida, porque lá em casa a gente nunca teve esta prática do café da manhã, e a gente tem ganhado esta consciência da importância dele. Mas eu tenho esta dificuldade de comer neste horário. Eu me esforço para comer porque sei que é importante. Em casa, sou meio que exceção, porque a família faz o que é certo. Mas eu pego uma fruta e vou para a faculdade”.

Parece que este hábito não acontece apenas com Nathália. Uma pesquisa feita com mães de crianças com idades entre 6 e 15 anos mostrou as razões pelas quais a refeição não é feita pelos pequenos: 52% das mães responderam que os filhos não têm fome assim que acordam, 24% dizem que os filhos preferem comer mais tarde, 10% afirmam não ter tempo de preparar o café da manhã e 14% responderam ser por outros motivos.

OUTRAS REFEIÇÕES

E quanto ao horário das outras refeições, existe uma recomendação? “Ao longo do dia, nosso metabolismo se torna mais lento”, afirma Érika Suiter, coordenadora do serviço de alimentação do Hospital Sírio-Libanês.

Isso indica que grandes refeições à noite, quando o dispêndio energético se aproxima de um mínimo, podem dificultar a manutenção ou a perda de peso, considerando que a energia não gasta se tornará reserva.
Trocando em miúdos, o que o metabolismo faz nessas circunstâncias é transformar comida em estoque energético – gordura –, já que a energia ali contida não se faz necessária naquele instante.

Com apenas um cafezinho pela manhã, um salgado no meio da manhã e almoço farto, o pintor Wesley Duarte de Oliveira, 25 anos, enquadra-se neste perfil e confessa que não tem o hábito de fazer corretamente as refeições. Ele diz que isso o ajudou a ficar com sobrepeso. “Com o hábito de tomar só o cafezinho, quando chegam as 10h eu vou para a lanchonete comer um salgado e sei que aquilo me faz muito mal”.

Não bastasse isso, à noite, ele conta que, mesmo depois do jantar, assalta a geladeira. “Ah, eu faço isso, sim, e sempre vou em busca de doce. Antes de dormir, parece que falta alguma coisa, vou ver é o doce”.

Além do café reforçado, as nutricionistas indicam que as pessoas façam refeições fracionadas e evitem grandes intervalos de tempo sem comer: o ideal é se alimentar a cada duas ou três horas. “É melhor dar preferência para carboidratos com fibras – produtos integrais – ou frutas, que contribuem para o funcionamento intestinal”, diz Érika Suiter.

Além do horário, também deve-se prestar atenção em como comemos. Conforme Érika, consumir os alimentos devagar, em um ambiente tranquilo, ajuda a manter uma alimentação saudável, pensando que a digestão começa na boca.

‘Mindfulness’, a mais nova ferramenta para salvar nossa vida sexual

As relações sexuais estão em baixa. A julgar por uma infinidade de estudos recentes, entre os quais se destaca a publicação oficial lançada todos os anos pela Academia Internacional de Pesquisa Sexual, as novas gerações querem fazer menos sexo, a frequência das relações com o parceiro ou parceira também é menor (queda de 40% nos últimos 20 anos) e há até aqueles que puseram uma data de validade para o sexo nas relações sentimentais. 

Segundo David Spiegelhalter, especialista em estatística da Universidade de Cambridge, em 2030, fazer sexo será exceção. Entre as justificativas para essa realidade está um ritmo de vida cada vez mais acelerado, em que o trabalho é o protagonista e, consequentemente, o estresse, a hiperconectividade, que toma conta do tempo livre que antes propiciava momentos de intimidade, e a exigência de que é preciso cumprir metas durante o sexo (a experiência é considerada plena apenas se há orgasmo). Neste clima, no qual, segundo destaca a médica de família e sexóloga Elena Requena, "cada vez mais mulheres e homens se preocupam como sua vida erótica está se desenvolvendo ou se deteriorando —muitas vezes com grande pudor e ainda sob o tabu que representa falar sobre isso em alguns círculos", o mindfulness apresenta-se como um candidato e oferece solução.

Esta técnica de meditação, em seu auge juntamente com a crescente preocupação (e industrialização) por um estilo de vida saudável, não é realmente nova. É de origem budista e há décadas tem sido utilizada no tratamento de doenças, tanto psicológicas (depressão, ansiedade, bulimia, vícios) quanto físicas (dor e todas as doenças em que o estresse desempenha algum papel, como a hipertensão, o câncer...). E também na educação e no trabalho, aumentando a atenção, a concentração, a produtividade e diminuindo o estresse", explica o psiquiatria e cientista Javier García Campayo. 

A prática consiste em se concentrar na respiração, na sensação corporal, observando quando a mente começa a divagar, e tentar redirecionar a atenção às sensações. "Pratica-se sentado e, se realizada diariamente e durante cerca de 10 minutos por dia, a pessoa entra cada vez mais nesse estado de atenção plena, concentrada no que está acontecendo e desfrutando disso", diz o médico. Lembrando que deve ser iniciada com a ajuda de um profissional porque, se praticada de forma errada, pode ter efeitos colaterais.

Aplicado ao sexo ganha sentido porque, como diz a sexóloga Elena Requena, nas relações sexuais o “estar aqui e agora é um requisito indispensável, e o mindfulness nos ajuda a praticar e desenvolver essa atenção plena que deveria invadir todas as esferas da nossa vida”. O excesso de informação e estímulos rondando nossas cabeças e os transtornos por ansiedade e estresse se traduzem corporalmente em “baixo desejo, anorgasmia [ausência de orgasmo], transtornos de excitação ou dor com a penetração [dispaurenia] no caso do sexo feminino, e problemas de ereção, ejaculação e, cada vez mais, também de desejo no masculino”, aponta. Ou seja, gerando relações não satisfatórias ou que não cumprem a expectativa.

Dar prazer ao outro, precisar ter um orgasmo, durar o máximo possível, o julgamento sobre o nosso próprio corpo e sobre a situação vista de fora, ou a análise de por que a pessoa com quem mantenho a relação sexual age de uma forma ou de outra. Esses são elementos do que a pesquisadora Diana Richardson descreveu na sua palestra TEDx intitulada The Power of Mindful Sex, em abril, como “mindfilled sex” (sexo com a cabeça cheia), o nosso “estilo instaurado do fazê-lo”. E propõe a pergunta: “E se utilizarmos a cabeça, mas para estarmos presentes, com consciência do corpo, e não perdidos em nossos pensamentos? A atenção, como na meditação, dirigida para dentro do corpo. E o corpo inteiro em uso como um órgão sensitivo”.

“Uma das principais ferramentas para isso é, justamente, sentir”, salienta a sexóloga Requena. “Estar consciente dos momentos de desatenção é o primeiro passo para tentar combatê-los. Mas o seguinte, para tratar de estar presente, é sentir o tato do nosso parceiro, seu aroma, essa presença. Concentrar-se nesses aspectos é um dos melhores métodos para permanecer nesse lugar e nesse momento.” Como observa também o psicólogo Luis Antón Casaos, da clínica IPSIA, “centrar a atenção em quem recebe o prazer evita a antecipação da ameaça que o sexo pode representar para algumas pessoas”. E propõe, para casos de disfunção, ejaculação precoce ou dispaurenia, “centrar-se no jogo, no prazer, tirando os aspectos que significam ameaça, como por exemplo a penetração”.

Javier García Campayo diz que “existem vários estudos publicados que demonstram que pessoas que praticam mindfulness, em comparação com as pessoas que não o fazem, têm relações sexuais mais satisfatórias em geral e com um nível de desfrute maior”. E que, secundariamente, “padecem menos de alguns dos problemas já mencionados, como impotência, diminuição do desejo sexual, anorgasmia e ejaculação precoce”. Para Diana Richardson, pela sua própria experiência, além destas melhoras essa consciência plena nas relações sexuais “gera uma maior vinculação amorosa com o parceiro [no caso de uma relação sentimental] e um maior nível de intimidade com qualquer pessoa, independentemente da sua orientação sexual ou identidade de gênero”.

A médica e sexóloga Elena Requena acrescenta que aplicar o mindfulness ao sexo pode “nos ajudar a construir um erotismo mais pleno, mais consciente e muito mais empático”. E uma vida erótica plena pode, em consequência, “nos fazer sentir melhor, conosco mesmos e com o outro, além de favorecer melhoras na nossa autoestima e no nosso humor e ajudar a combater o estresse e a ansiedade. Em nível físico, muitos estudos nos falam também de seus benefícios para nossa saúde cardiovascular ou mesmo para a saúde de nossa pele”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O mel para tratar a tosse


A utilização frequente de antibióticos para tratamento de tosses leves pode desencadear resistência bacteriana

Quando estiver com tosse, prefira como opção de tratamento o mel natural no lugar de antibióticos, aconselham novas diretrizes de saúde do Instituto Nacional de Saúde e Cuidados Excellence (NICE, na sigla em inglês) e a Public Health England (PHE), na Inglaterra. De acordo com especialistas, as tosses podem ser facilmente tratadas dentro de poucas semanas sem a necessidade de antibióticos. 

“Se alguém tem nariz escorrendo, dor de garganta e tosse, esperamos que o problema seja resolvido dentro de duas a três semanas, portanto, os antibióticos não são necessários”, disse Tessa Lewis, presidente do grupo de orientação antimicrobiana da NICE, ao The Independent. A procura por um clínico só é recomendada no caso de tosse prolongada que cause falta de ar ou se o indivíduo sentir que está de fato muito doente e não consegue melhorar sem medicação.

Para casos especiais, como tosse aguda ou condição preexistente (doença pulmonar ou fibrose cística), aconselha-se procurar o médico o mais rápido possível. “Esta diretriz dá aos profissionais de saúde e pacientes as informações necessárias para fazer boas escolhas sobre o uso de antibióticos. Encorajamos somente quando uma pessoa está em risco de complicações posteriores”, comentou Mark Baker, diretor do centro de diretrizes do NICE, ao The Telegraph. 

Alternativas eficientes

Além do mel, já conhecido por suas propriedades atenuantes, medicamentos disponíveis para compra sem receita podem ajudar a aliviar a tosse por terem em sua fórmula vários ingredientes terapêuticos, como pelargonium, guaifenesina e dextrometorfano. A combinação do mel com limão, gengibre ou bebidas quentes também é um remédio caseiro clássico e efetivo para tosses e dores de garganta.

De acordo com o The Telegraph, a orientação ainda destacou o resultado de pesquisas anteriores que mostraram como o mel foi capaz de reduzir significativamente a frequência e a gravidade das tosses em comparação com tratamentos à base de placebo – substância sem propriedades farmacológicas geralmente usadas na realização de estudo para fins de comparação.

No entanto, o mel não é recomendado para crianças com menos de 1 ano, já que ocasionalmente contém bactérias que podem causar botulismo infantil. De acordo com o Ministério da Saúde, o botulismo infantil é um tipo intestinal muito frequente em crianças com idade entre 3 e 26 semanas. Uma das principais causas é a ingestão de mel de abelha nas primeiras semanas de vida. Essa doença pode ser responsável por 5% dos casos de morte súbita em lactentes.

domingo, 26 de agosto de 2018

Álcool prejudica a saúde mesmo com moderação, afirma estudo global


De acordo com pesquisa publicada hoje (23 de agosto de 2018), cerca de 3 milhões de mortes em 2016 estavam associadas ao álcool, incluindo 12% das mortes entre homens de 15 e a 49 anos

Se você, assim como 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo, não dispensa uma bebida alcoólica na hora de descontrair, melhor repensar seus hábitos. Um estudo global publicado hoje pela prestigiada revista de medicina The Lancet mostra como o consumo de álcool, até mesmo moderado, pode estar associado à uma série de prejuízos à saúde.

“O mito de que um ou dois drinques por dia é bom para você é um mito”, afirma Emmanuela Gakidou, pesquisadora do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME em inglês) da Universidade de Washington e uma das principais autoras do estudo, que faz parte do Estudo Global da Carga de Doenças (conhecido pela sigla em inglês de GBD), responsável por avaliar a mortalidade e a incapacidade provocada por doenças ao redor do mundo.

De acordo como o estudo, só em 2016, quase 3 milhões de pessoas morreram ao redor do mundo devido a causas ligadas ao álcool, incluindo 12% das mortes entre homens de 15 e a 49 anos.

“Os riscos à saúde associados ao álcool são massivos”, afirma Gakidou. “Nossas descobertas estão de acordo com uma outra pesquisa recente, que encontrou correlações claras e convincentes entre a bebida e [casos de] morte prematura, câncer e problemas cardiovasculares. Consumo zero de álcool minimiza o risco geral da perda de saúde”, recomenda.

Participaram deste estudo cerca de 500 colaboradores de mais de 40 nacionalidades associados ao GBD. No total, foram consultadas 694 fontes sobre o consumo de álcool, além de 592 estudos sobre os riscos da bebida.

Com esse amplo banco de dados, o estudo conseguiu avaliar resultados e padrões do consumo de álcool relacionados à saúde entre os anos 1990 e 2016, em 195 países e territórios; além de analisar relações entre idade e gênero.

Os pesquisadores usaram dados de todas as mortes relacionadas ao álcool — sem distinguir entre cerveja, vinho e licor — e confrontaram com resultados na saúde para determinar essas conclusões.

“Com a maior base de dados coletada até o momento, nosso estudo torna clara a relação entre saúde e álcool — beber causa uma perda de saúde substancial, e em uma miríade de formas, por todo o mundo”, diz Max Griswold, pesquisador do IHME e líder da nova pesquisa.

Álcool ao redor do mundo

Os padrões do consumo de álcool variam amplamente de país para país e por gênero, além do consumo médio por pessoa e da carga de doenças atribuídas. Em 2016, mais de 2 bilhões de pessoas consumiram álcool ao redor do mundo, dos quais 63% eram homens.

Alguns dos países com as populações que mais consomem álcool são a Dinamarca, Noruega, Argentina, Alemanha, Polônia, França, Coreia do Sul, Suíça, Grécia, Islândia, Eslováquia, Suécia e Nova Zelândia. Já entre os mais “sóbrios” estão o Paquistão, Bangladesh, Egito, Mali, Marrocos, Senegal, Mauritânia, Síria, Indonésia, Nepal, Butão, Myanmar e Tunísia.

No que diz respeito às mortes associadas a bebida, os países islâmicos (que proíbem o consumo) também se destacam entre os que tem menos casos, se concentrando no Oriente Médio. São eles: Kuwait, Irã, Palestina, Líbia, Arábia Saudita, Iêmen, Jordânia, Síria, Maldivas e Singapura.

Os que possuem mais casos fatais estão concentrados na região dos Países Bálticos, do Leste Europeu e da Ásia Central: Rússia, Ucrânia, Lituânia, Bielorrússia, Mongólia, Letônia, Cazaquistão, Lesoto, Burundi e República Centro-Africana.

“Agora nós entendemos que o álcool é uma das maiores causas de morte no mundo hoje em dia”, diz Richard Horton, editor do Lancet. “Nós precisamos agir agora. Nós precisamos agir urgentemente para prevenir estes milhões de mortes. E nós podemos fazer isso.”

O estudo também fornece informações sobre prevalência de abstenção e prejuízos à saúde atribuídos ao álcool. Entre eles, doenças não-transmissíveis (como as cardiovasculares, casos de câncer, cirrose, diabetes, epilepsia), doenças transmissíveis (como as respiratórias, incluindo tuberculose) e lesões provocadas a si mesmo e aos outros pela violência.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

9 Benefícios do Leite de Amêndoas

Você já experimentou algum tipo de leite vegetal? Hoje vamos falar do leite de amêndoas!


O principal benefício do leite de amêndoas é a ausência de lactose, o que faz desta bebida ideal para quem tem alergia a este açúcar. Ele é um leite leve, de fácil digestibilidade e saboroso, podendo substituir facilmente o leite de vaca.




Propriedades do Leite de Amêndoas

O leite de amêndoas tem pouca gordura, mas é rico em energia, proteínas, lipídios e fibras. Contém minerais como o cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, sódio e zinco. Também tem vitaminas como a C, B6, Tiamina, Riboflavina, Niacina, ácido fólico e Vitamina E. O leite de amêndoas não possui glúten, lactose, nem colesterol.

Benefícios do Leite de Amêndoas

Muitas pessoas podem se beneficiar das propriedades do leite de amêndoas. Quem deseja perder peso, regular o colesterol ou aqueles que padecem de gastrite, podem incluir o leite de amêndoas na sua dieta diária. A seguir, enumero alguns dos benefícios da ingestão do leite de amêndoas para a saúde:

1.Seu baixo conteúdo calórico o torna ideal para todas as pessoas que desejam perder peso. Simplesmente substituir o leite de vaca pelo leite de amêndoas na dieta pode ter resultados muito eficazes na redução de peso. Além disso, é fácil incluí-lo na dieta por sua similaridade em aspecto com o leite de vaca.

2. Consumir leite de amêndoas ajuda as pessoas com níveis altos de colesterol e triglicerídeos. Melhora os níveis de colesterol bom (HDL) e reduz os níveis de colesterol mau (LDL). Melhora a saúde cardiovascular.

3. Favorece a absorção de açúcares e gorduras dos intestinos. O leite de amêndoas é fácil de digerir e é recomendado para todos os intolerantes à lactose, pois ajuda a tornar a digestão mais leve.

4. A fibra do leite de amêndoas protege a parede dos intestinos. Em numerosos casos, as pessoas que padecem de gastrite ou problemas gastrointestinais mudam sua dieta e adicionam o leite de amêndoas para melhor regular as funções intestinais.

5. Melhora a condição dos músculos: O leite de amêndoas contém riboflavina, que é uma forma de vitamina B que funciona em conjunto com outros nutrientes (tais como ferro) para regular a força e crescimento muscular.

6. Bom para a saúde da pele: contém vitamina E, que ajuda a manter a saúde da pele. Além das vitaminas, também tem antioxidantes que ajudam na reparação da pele danificada. Ele também pode ser usado como uma loção para limpeza da pele. A vitamina B2 presente no leite de amêndoas ajuda a fortalecer as unhas e o cabelo e deixa a pele mais hidratada.

7. Bom para os ossos: Contém cálcio, que é necessário para a manutenção e a formação de dentes e ossos saudáveis. Ajuda a reduzir o risco de osteoporose. Uma porção de leite de amêndoa contém 30% da necessidade diária de cálcio, que funciona em conjunto com outras vitaminas, como a Vitamina D, K e magnésio.

8. Melhora o sistema imunológico: O sistema imunológico protege nosso organismo contra germes e microrganismos prejudiciais para o corpo. Uma pessoa com um sistema imunitário deficiente é suscetível a problemas de saúde e doenças. A ingestão de leite de amêndoa pode ajudar a manter linha principal da defesa do corpo forte e saudável.

9. Leite de amêndoa é uma bebida com baixo nível de carboidratos, tornando-se uma escolha perfeita para pessoas com uma dietas de carboidratos restritos (“low-carb”), bem como aqueles que precisam manter um controlo sobre os seus níveis de açúcar no sangue.

Como Fazer o Leite de Amêndoas em Casa

Se nunca experimentou, vale a pena testar, pois a receita é muito simples:

Ingredientes:
1 xícara de amêndoas cruas e sem sal
5 xícaras de água filtrada

Modo de preparo:

Deixe as amêndoas de molho por 8 horas. Não precisa tirar a casca. Em seguida, jogue a água fora e lave bem as amêndoas. Coloque as amêndoas no liquidificador. Bata com a água e coe com um coador com buraquinhos finos. Está pronto para beber! Se for feito com menos água, a bebida fica mais grossa e pode substituir o leite de vaca em várias receitas que necessitam de um leite mais espesso.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

18 remédios caseiros incríveis para melhorar sua memória

Você costuma esquecer frequentemente onde deixou a chave de casa? Já foi ao supermercado e voltou sem trazer algo importante? Esqueceu totalmente da consulta do médico que havia marcado na semana passada?!


Calma, você não é a única! Não são poucas as pessoas que comentam que, “se não / anotarem na agenda”, acabam se esquecendo de seus compromissos e de tudo o que tinham que fazer!

Embora os problemas de memória sejam comumente associados ao aumento da idade, não é difícil encontrar, atualmente, pessoas jovens se queixando de terem uma “memória fraca”.

A correria do dia a dia, noites mal dormidas, estresse, depressão, uso de certos medicamentos, consumo excessivo de álcool e deficiências nutricionais são alguns dos fatores que podem afetar a memória, independentemente da idade da pessoa.

Isso sem falar de doenças (como demência, doença de Alzheimer etc.), que costumam causar problemas de memória, juntamente com outros sintomas. Nesses casos, é claro, é necessário consultar um especialista para um diagnóstico adequado e tratamento completo.

Mas, lidar com os “problemas de memória geral” pode, muitas vezes, ser mais fácil do que você pensa! Confira as dicas abaixo que estão relacionadas, sobretudo, à mudanças para um estilo de vida mais saudável!

Conheça alimentos, dicas e receitas caseiras que podem ajudar a melhorar sua memória:

1. Consuma amêndoas

As nutricionistas Mariéllen Emidio Figueroa e Michelle Mileto Troitinho, do Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa de Gramado, explicam que as amêndoas ajudam a melhorar a memória pelo mesmo mecanismo que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares: fornecem compostos antioxidantes e vitamina E.

“Os estudos indicam que ingerir uma porção de amêndoas diária, como parte de um estilo de vida saudável, pode diminuir os níveis do colesterol ‘ruim’ (ou o LDL) e ajudar a reduzir o risco de doença cardíaca. Muitos dos fatores de risco cardiovascular demonstraram ser fatores de risco para a demência, incluindo a doença de Alzheimer. Proteger os vasos sanguíneos seguindo uma dieta saudável para o coração também possui o efeito de proteger a mente”, esclarecem.

2. Use óleo de coco

O óleo de coco já é bastante conhecido pelos inúmeros benefícios que oferece à saúde. Priscila Ribeiro Amadio, nutricionista da Clínica Chiquetá, comenta que um estudo publicado no jornal Neurobiology of Aging2004 mostrou que o consumo de triglicerídeos de cadeia média (a principal gordura encontrada neste óleo) resultou em rápida melhora da função cognitiva de pacientes idosos com perda de memória.

As nutricionistas Mariéllen e Michelle ressaltam que o óleo de coco tem mostrado melhoria no processo cognitivo de pessoas portadoras de Alzheimer (doença que causa declínio cognitivo e perda de memória), pois sua metabolização pode gerar corpos cetônicos – importante fonte de energia alternativa para o adequado funcionamento do cérebro. “Também possui atividade antioxidante e auxilia na redução dos fatores de risco para essa doença (como colesterol elevado, hipertensão arterial e hiperglicemia)”, explicam.

3. Aposte em alimentos que contêm ômega-3

As nutricionistas explicam que o ácido graxo ômega-3 é um tipo de gordura poli-insaturada presente em peixes de águas frias e profundas, como salmão, sardinha, anchova, cavala e arenque. Essa gordura também é encontrada em fontes vegetais, como linhaça, prímula e chia. “Dentre seus benefícios, o que se destaca é a melhora da cognição, protegendo os neurônios da degeneração. Também potencializa o efeito das vitaminas do complexo B na formação de fosfatidilcolina, melhorando a plasticidade das membranas celulares. Auxilia reduzindo os marcadores inflamatórios no hipocampo, juntamente com as vitaminas do complexo B (ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12) que previnem o aumento da homocisteína no sangue”.

“Diversos estudos demonstram que os níveis elevados de homocisteína (marcador inflamatório para doença cardiovascular) estão associados ao comprometimento cognitivo. Auxilia ainda na prevenção do Alzheimer, pois reduz os fatores de risco para doença como triglicerídeos e inflamação”, acrescentam as especialistas.

4. Aposte no alecrim

Mariéllen comenta que, de acordo com pesquisadores da Universidade de Northumbria, o óleo essencial de alecrim pode ajudar na memória futura. “Alguns compostos presentes do óleo de alecrim, sendo o principal o 1.8- cineol, são responsáveis por aumentar a produção do neurotransmissor acetilcolina no cérebro. Segundo este estudo, com a inalação de pequenos compostos químicos encontrados no óleo essencial de alecrim, eles podem passar para a corrente sanguínea e logo serem transportados para o cérebro, promovendo o aumento da compreensão da memória e do funcionamento do cérebro”, diz.

Priscila ressalta que, conforme indicam os estudos, a inalação é a melhor maneira de usufruir dos benefícios do alecrim no que diz respeito ao desempenho da memória.

A forma mais simples de fazer isso é inspirar o aroma do óleo de alecrim ou adicionar algumas gotas em um difusor e colocá-lo em seu quarto, por exemplo.

5. Consuma canela

Entre vários benefícios que oferece à saúde, a canela parece também melhorar a capacidade de aprendizagem. “Num estudo com ratos, eles receberam alimentação oral de canela moída, que seus corpos metabolizaram em benzoato de sódio, um produto químico usado como um tratamento de drogas para danos cerebrais. Quando o benzoato de sódio entrou no cérebro dos ratos, aumentou CREB, diminuiu GABRA5, e estimulou a plasticidade (capacidade de se alterar) dos neurônios do hipocampo. Essas mudanças, por sua vez, levaram à melhora da memória e aprendizado entre os camundongos”, explica Michelle.

Priscila ressalta que a canela impulsiona a atividade do cérebro, atuando como um “bom tônico” cerebral.

E não é difícil consumir canela diariamente: ela pode ser salpicada em frutas, misturada a bebidas e preparações diversas. Fica a dica!

6. Use mel Tualang

Este mel encontrado na Malásia tem atraído bastante atenção por causa de seus efeitos benéficos na aprendizagem e memória, conforme destaca Mariéllen. “Estudos mostram que ele melhora a morfologia da memória, pois reduz o estresse oxidativo do cérebro. O comprometimento cognitivo pode ser prevenido ou significativamente retardado pelo aumento da ingestão de antioxidantes, como as vitaminas C e E, e β-caroteno. E esse tipo de mel contém boas quantidades de antioxidantes como flavonoides (catequina, kaempferol, naringenina, luteolina e apigenina) e ácidos fenólicos e ácido gálicos… Revelando, assim, seu efeito neuroprotetor no estresse oxidativo, melhorando a capacidade cognitiva”, diz.

7. Aposte em Ginseng

Michelle explica que o Ginseng possui atividade antioxidante com ação de protetora das células ao nível do Sistema Nervoso Central. “Mas, estão demonstradas outras ações específicas sobre essas células, cujos efeitos incluem o aumento do tempo de sobrevivência das células neuronais e a sua recuperação de danos diversos, prevenindo a apoptose (morte da célula) e estendendo a rede neuronal”, diz.

Priscila ressalta que, a partir da redução dos efeitos do estresse (um dos maiores causadores da redução de memória em pessoas jovens), o Ginseng auxilia na melhora da memória e é muito utilizado no tratamento da fadiga e para concentração.

8. Consuma Ginkgo Biloba

Mariéllen comenta que o Ginkgo Biloba auxilia na melhora da memória, protegendo o cérebro contra os danos oxidativos, bloqueando mecanismos de apoptose (morte das células) em seus estágios iniciais. “O uso de 180 mg/dia durante 6 semanas em 48 adultos com mais de 55 anos associou-se à melhora objetiva na velocidade de processamento cognitivo, além de uma impressão subjetiva de melhora das habilidades gerais de memória (Mix e Crews, 2000)”, diz.

Conforme explica a nutricionista, o Ginkgo Biloba influencia o cérebro de várias maneiras:
  • Estimula a dilatação dos vasos sanguíneos;
  • Reduz os níveis de colesterol no sangue;
  • Melhora a absorção de glicose;
  • Auxilia no adequado funcionamento dos sistemas neurotransmissores cerebrais.

Priscila ressalta que, apesar das muitas vantagens do Ginkgo Bilona em relação à melhora da memória, ele não deve ser consumido sem prescrição, pois pode interferir em outros medicamentos.

9. Use temperos e ervas, como açafrão, pimenta e manjericão

Michelle explica que o açafrão (cúrcuma) possui um composto antioxidante chamado curcumina, que tem ação anti-inflamatória. “Estudos recentes têm relacionado o consumo diário de curcumina com a capacidade de prevenir a morte dos neurônios nas doenças neurodegenerativas e na redução do declínio cognitivo (demência) com o envelhecimento. Um dos possíveis mecanismos para que isso aconteça é que a curcumina seria responsável pela ativação de enzimas envolvidas na regulação da plasticidade e reparo dos neurônios”, diz.

O manjericão, conforme destaca a nutricionista Michelle, é rico em compostos fenólicos, como a luteína, criptoxantina e xanthins, além de conter as vitaminas A, C e K, e os minerais zinco e magnésio. “Os compostos antioxidantes presentes no manjericão ajudam na circulação cerebral, reduzindo os danos cerebrais e o risco de doenças neurodegenerativas”, diz.

Michelle destaca ainda que um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) analisou as propriedades antioxidantes presentes na pimenta preta e pimenta rosa. “Foi constatado que a atividade dos antioxidantes das pimentas inibiu a ação da enzima acetilcolinesterase (enzima que degrada a acetilcolina, um neurotransmissor envolvido na retenção da memória e da aprendizagem)”, explica.

10. Tempere com azeite

Mariéllen orienta consumir azeite de oliva extravirgem prensado a frio (lembrando que ele é fonte de ômega-3): a quantidade de uma colher de sopa ao dia sobre a salada ou alimentos prontos é suficiente para oferecer benefícios.

11. Aposte no chocolate amargo

Michelle orienta comer diariamente 10g de chocolate amargo (acima de 70%), o que aumenta a performance cognitiva (memória e concentração), devido ao alto teor de antioxidantes, como o resveratrol.

12. Coma diariamente oleaginosas e/ou sementes

Michelle também aconselha incluir na alimentação, diariamente, uma porção do grupo das sementes oleaginosas (castanha-do-pará, nozes, amêndoas, avelã, pistache) e/ ou sementes (de girassol, linhaça, gergelim): bater no liquidificador junto com frutas ou ralar sobre saladas ou pratos.

“Estas são sementes ricas em vitamina E e Selênio, nutrientes que aumentam a proteção dos neurônios contra o efeito dos radicais livres”, explica a nutricionista.

13. Pratique exercício físico

Priscila lembra que o exercício físico aumenta a oxigenação cerebral, além de ajudar a evitar e até tratar doenças que podem comprometer a memória (como a hipertenção arterial, o diabetes e as alterações do colesterol).

Mariéllen destaca que dados epidemiológicos confirmam que pessoas moderadamente ativas têm menor risco de serem acometidas por desordens mentais, pois possuem um processamento cognitivo mais rápido do que os sedentários.

A nutricionista ainda acrescenta ainda que, de acordo com estudos, caminhar três vezes por semana, juntamente com exercícios de alongamento e flexibilidade, melhora a atenção, a memória, a agilidade e o humor.

14. Consuma “alimentos coloridos”

Michelle destaca que é importante o consumo de alimentos de cor vermelha, arroxeada ou azulada (amoras, uvas, ameixas, mirtilo, cebola roxa, berinjela, beterraba, açaí) e de alimentos de cor verde-escura e amarela/ alaranjada (brócolis, rúcula, agrião, couve verde, abóbora, mamão, cenoura, laranja etc.). “Pode ser na forma de sucos feitos na hora, cremes, em saladas ou como acompanhamento de pratos. Preferencialmente crus ou cozidos no vapor”, explica.

15. Tome chá verde ou branco

Mariéllen recomenda consumir, diariamente, chá verde ou chá branco: duas a três xícaras ao dia, longe das refeições principais (almoço/jantar) e longe do horário de dormir.

16. Siga uma alimentação balanceada

Nem todo mundo se dá conta disso, mas uma alimentação saudável está intimamente ligada ao bom funcionamento do cérebro e, consequentemente, da memória.

Michelle explica que a deficiência de nutrientes essenciais para a formação dos neurônios, manutenção do funcionamento adequado do cérebro e proteção do organismo contra a ação dos radicais livres pode aumentar o risco de desenvolvimento das doenças neurodegenerativas. Estes nutrientes são:

  • Vitamina E
  • Gordura poli-insaturada
  • Ômega-3 (todos encontrados em azeite extravirgem, linhaça, chia e peixes)
  • Vitaminas do complexo B (feijões, arroz integral, aveia, sementes, nozes, gema de ovo, folhas verdes escuras)
  • Fitoestrógenos (soja e derivados)
  • Cálcio e magnésio (couve, brócolis, feijão, grão de bico, iogurte, queijo magro, gergelim, sardinha, amêndoas)
  • Colina (gema do ovo)
  • Cacau (chocolate amargo; para melhorar a cognição)
Assim, uma dieta equilibrada garante ao organismo todos os nutrientes que ele precisa para funcionar bem, e é o ideal para evitar problemas relacionados à memória, entre outros.

17. Certifique-se de que sua saúde “está em ordem”

É essencial estar em dia com consultas médicas e exames pedidos, a fim de se manter saudável de uma forma geral.

Mariéllen explica, por exemplo, que o estrogênio (hormônio feminino) atua de maneira significante na cognição e saúde mental da mulher. “Quedas ou flutuações bruscas e longos períodos de baixos níveis desse hormônio estão relacionados a problemas de memória e cognição. Já o hormônio em níveis adequados reduz a inflamação melhorando a sinapse (comunicação entre os neurônios)”, diz.

18. Tenha hábitos saudáveis

Além de realizar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável, ter momentos de relaxamento e sono reparador é essencial para a melhora da memória.

“É importante ainda criar estratégias de memória de armazenamento, como: adquirir o hábito da leitura, fazer palavras cruzadas e praticar meditação. Evitar o uso de medicações sem recomendação médica, além de bebida alcoólica com frequência e não fumar também são fatores que ajudam a preservar a memória”, destaca Michelle.

Agora você já sabe que com simples mudanças de hábitos e uma alimentação equilibrada você pode melhorar e muito sua memória, além de cuidar melhor da sua saúde de uma forma geral! Que tal começar hoje mesmo?!


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Noz- moscada

Originária da Índia, a noz-moscada é um dos ingredientes que motivou os portugueses à explorarem aquela área. Ela é derivada do fruto da moscadeira, uma planta que pode chegar de 10 a 15 metros de altura, com inúmeras ramas ao redor do tronco principal.

Esta especiaria já foi muito utilizada para aromatizar cervejas. Já na Itália antiga, aproveitavam o seu aroma característico e perfumavam as ruas em dias de celebrações. Inclusive, já foi considerada símbolo de status, devido a seu preço elevado de comercialização.

De acordo com Vivian Talarico, nutricionista da clínica L&L Espaço Vida Ao Corpo, a noz-moscada possui composição bastante variada, apresentando uma média geral de: 9.0% de água; 6.5% de compostos nitrogenados; 33% de gorduras; 4.5% óleos essenciais; 27 % de amido; 14.5 % de extratos não nitrogenados; 3% de celulose e 2,5% de cinzas.

Com formato arredondado, possui cor terracota e um pouco alaranjada, apresentando um sabor que nos remete à uma mistura de pimenta do reino com canela. Além disso, a noz-moscada ainda é considerada calórica, onde cada 100 gramas contém 525 calorias, porém possui baixo índice glicêmico.

8 benefícios surpreendentes da noz-moscada

Esta especiaria era muito apreciada desde a antiguidade por apresentar propriedades afrodisíacas, aromáticas e curativas. Confira a seguir alguns dos benefícios provindos do seu consumo regular, de acordo com a nutricionista: 
  • Efeito detox: se utilizada como um tônico, a noz-moscada possui a capacidade de remover as toxinas do corpo, atuando no sistema digestório, promovendo a saúde do fígado e a dissolução de cálculos renais.
  • Ajuda na indigestão: quando utilizada em óleo, este ajuda na eliminação de gases, melhora das dores de estômago e interrupção de diarreia. 
  • Tônico cerebral: “Ela possui em sua composição a miristicina, substância muito conhecida por proteger o cérebro de doenças degenerativas”, revela Vivian. 
  • Alívio da dor: famosa na medicina tradicional chinesa, seu óleo é utilizado para combater inflamações, aplicado nas articulações e para tratar dores abdominais. 
  • Pele mais saudável: segundo a profissional, esta especiaria ainda auxilia na manutenção de uma pele mais saudável e bonita. É possível misturar seu pó com mel e aplicar na região afetada por espinhas, auxiliando a remoção das marcas de acne. 
  • Indutor do sono: uma dica para pegar no sono mais facilmente é misturar uma colher de café de noz-moscada com um copo de leite. Isso irá garantir maior relaxamento e indução do sono. 
  • Previne problemas cardiovasculares: coadjuvante na prevenção de problemas cardiovasculares, a noz-moscada aumenta a circulação sanguínea, estimulando o coração.
  • Combate problemas respiratórios: ingrediente comumente encontrado em xaropes para tosse, esta especiaria proporciona o alívio da congestão e seu óleo pode ajudar no tratamento para asma. 
Vale lembrar que o consumo deste ingrediente deve ser regular, pois só assim os seus efeitos benéficos poderão ser observados. Além disso, podemos citar ainda sua função aromática, onde esta é polvilhada sobre refeições, garantindo mais sabor ao prato.

Formas de consumo da noz-moscada

A noz-moscada possui versatilidade em suas aplicações, sendo uma das mais comuns o uso culinário. Serve de tempero durante o preparo de receitas como molho branco, carnes e saladas, e além disso, combina tanto com receitas doces quanto salgadas, podendo inclusive ser utilizada para aromatizar bebidas.

Pode ser encontrada em forma de pó, já ralada ou inteira, sendo que a opção mais indicada é ralar o ingrediente somente no momento do uso, para que assim ela possa manter suas propriedades originais, já que estes podem perder seus efeitos devido ao contato com o oxigênio. “O comum é ralar a bolinha da noz moscada no momento do preparo.”, ensina a nutricionista.

Outra opção disponível para uso é o óleo desta especiaria, encontrado à venda em lojas de produtos naturais, ele é utilizado para tratamentos alternativos e na fabricação de perfumes. Ainda possui a propriedade de aliviar cólicas e estimula o apetite se consumido quando utilizado com aromaterapia.

Sua versão em chá é muito conhecida por ser coadjuvante no emagrecimento, sendo preparado com meia colher de café de pó de noz-moscada ralada na hora com um litro de água fervente. Basta deixar a mistura abafada por cerca de 10 minutos e coar com um pano fino, retendo o pó. Atenção: seu consumo máximo é de uma xícara por dia.

Noz-moscada e emagrecimento

Muito conhecida por auxiliar o processo de emagrecimento, Vivian explica que esta noz pode ajudar a perder alguns quilinhos quando acompanhada de uma dieta balanceada e atividade física, já que a mesma atua no sistema digestório, auxiliando na limpeza de toxinas. Segundo a profissional, consumir cerca de 5 gramas desta noz ralada já é o suficiente para obter este feito.

Advertências sobre o uso da noz-moscada

”Quando consumida em excesso, esta especiaria pode tornar-se um veneno, sendo recomendável no máximo 2 colheres de café por dia”, alerta a especialista. Ainda segundo ela, através de algumas pesquisas científicas pôde-se constatar que a noz-moscada possui algumas propriedades abortivas quando consumidas acima do recomendável, podendo ainda causar alucinações visuais, auditivas e motoras.

Os benefícios proporcionados por este ingrediente são inúmeros, afetando diretamente a qualidade de vida de quem a utiliza. Sem esquecer do sabor inigualável que ela proporciona aos alimentos, mas, assim como qualquer alimento, deve ser consumida com moderação.



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Abacate: utilidade e propriedades

As frutas podem auxiliar no processo de emagrecimento e proporcionar saciedade em momentos inoportunos. Enquanto a maioria delas é rica em carboidratos, o abacate é composto, em sua maior parte, por gorduras.

A princípio, essa característica pode parecer ruim, e por isso diversas pessoas evitam o seu consumo e excluem o abacate da lista de frutas permitidas em uma dieta, apenas pela fama criada sobre seu alto valor calórico, abrindo mão dos diversos benefícios do abacate para a saúde e boa forma.

Entretanto, os lipídeos presentes no abacate são muito saudáveis e a fruta pode ser uma ótima opção na estruturação de uma dieta balanceada.

Agora nós iremos esclarecer os benefícios do abacate para a nossa saúde, para que serve, quais as suas principais propriedades e você poderá compreender que de vilão ele não tem nada, muito pelo contrário, ele poderá melhorar sua qualidade de vida e ainda ajudar a manter a boa forma.

O que é o abacate?

O abacate é uma fruta originária do México e América Central, pertencente à espécie Persea americana. Hoje, graças às hibridizações, e milhares de anos de cultivo, existem inúmeras variedades da fruta, cujos principais produtores na atualidade são México, Chile, Estados Unidos, Indonésia, República Dominicana, Colômbia, Peru, Brasil, China e Guatemala.

Externamente, o abacate é verde vivo e conforme amadurece se torna mais escuro, quase preto. A polpa é verde-clara ou amarelada e tem textura cremosa. No interior encontramos um grande caroço, que é a semente do abacate.

Propriedades do Abacate

Um abacate pequeno, com 150g de polpa (1 xícara aproximadamente), fornece 240 calorias, 22g de gorduras, 13g de carboidratos, 3g de proteinas e 10g de fibras. Conseguimos perceber, portanto, que o abacate não é uma fruta de baixa carga calórica, mas o seu diferencial está na composição de suas gorduras. Quase 70% das gorduras encontradas no abacate são monoinsaturadas, a maioria de ácido oleico, e o restante é composto por gorduras poli-insaturadas (ômega-6 e ômega-3) e saturadas (ácido palmítico).

A sua proporção entre ômega-6 e ômega-3 é de mais de 10:1. Acredita-se que um desbalanceamento nessas proporções seja responsável por causar inflamação e algumas doenças. Autoridades em saúde de diversos países recomendam uma razão de 5:1, até 2:1 pode ser encontrado. Assim, apesar dos benefícios do abacate e das gorduras monoinsaturadas, para compensar a ingestão de ômega-6 presentes no abacate é importante buscar fontes ricas em ômega-3.

A quantidade de fibras presente no abacate também impressiona. 10g correspondem a 40% de toda a quantidade de fibra recomendada diariamente.

Além dos macronutrientes, o abacate contém uma variedade muito grande de vitaminas e minerais. Destacam-se as vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina A, vitamina E, vitamina A, cobre, manganês, magnésio, fósforo, potássio e zinco.

Valores calóricos

O valor calórico do abacate é alto? Sim, mas é importante refletir sobre as escolhas feitas para suas refeições; analise os alimentos selecionados para sua alimentação e busque substituições funcionais a seu organismo.

O abacate contém em média 180 calorias em 100 gramas. Ele possui gorduras? Sim, mas são gorduras boas. São as gorduras monoinsaturadas, fundamentais para controlar o colesterol e reduzir as triglicérides. Ele ainda é indicado para o tratamento de doenças cardiovasculares e prevenção das mesmas.

Antioxidantes carotenoides

A fruta auxilia na absorção de licopeno e betacaroteno, pois os carotenoides são solúveis na gordura que o abacate pode oferecer. Eles poderão auxiliar e preservar as células de seu corpo. Esse benefício pode ser obtido a partir da inserção de pelo menos 150 gramas de abacate em tradicionais saladas. Esse resultado também pode ser conquistado com a adesão do óleo de abacate, que você pode adquirir em lojas de produtos naturais.

Abaixo você poderá conhecer os principais antioxidantes carotenoides contidos no abacate:

Alfacaroteno; Betacaroteno;Betacriptoxantina; Luteína; Neoxantina; Violaxantina;Zeaxantina.

Fonte rica de nutrientes e vitaminas 

O abacate é um tesouro de vitaminas e nutrientes importantes para o equilíbrio de um organismo. Ele é rico em sais minerais como Potássio, Ferro, Cálcio e Magnésio. Você poderá usufruir de diversos benefícios do abacate, que veremos mais abaixo, através das vitaminas A, C, E, K e vitaminas de complexo B.

Para que serve o abacate?

No Brasil, o abacate é muito consumido na forma fresca, batido com leite ou amassado, muitas pessoas acrescentam açúcar ou limão. Já no exterior, a forma mais popular de uso do abacate é em receitas salgadas – a mais comum é na preparação da guacamole, um molho de origem mexicana que além de abacate leva também cebolas, tomates, coentro, suco de limão e outros temperos.

Pode ainda ser utilizado como substituto de óleos e gorduras em algumas receitas, passado em pães e torradas, na preparação de sanduíches e para dar um toque especial em saladas.

Incluir o abacate na alimentação pode trazer inúmeros benefícios devido à sua composição nutricional, rica em gorduras “amigas” e fitonutrientes saudáveis.

Existem muitos benefícios do abacate, veja a seguir quais são eles.
Benefícios do abacate para a saúde e boa forma

1. Aumenta a absorção de Carotenoides

Muitos alimentos possuem pigmentos de coloração vermelha ou alaranjada em sua composição, que são os chamados carotenoides. Exemplos são batata-doce, mamão, cenoura, manga, espinafre, beterraba e brócolis.

No organismo humano, os carotenoides atuam como antioxidantes e precursores da vitamina A, que é essencial para a saúde ocular. Por ser lipossolúvel, a absorção dessas substâncias é potencializada pela presença de gorduras na refeição, porém, os alimentos que as contêm são muito pobres em lipídios. Assim, pesquisadores estudaram a associação entre a absorção de carotenoides presentes naturalmente nos alimentos à ingestão conjunta de abacate.

O abacate é rico em gorduras saudáveis e potencializou a absorção dos carotenoides em 2 a 6 vezes em comparação à refeição sem abacate. Além da absorção, o abacate indicou melhorar também a conversão dos carotenoides em vitamina A.

Além disso, o próprio abacate contém carotenoides. O mais abundante é a crisantemaxantina, mas também são encontrados neoxantina, transneoxantina e luteína, como foi visto mais acima.

Podemos concluir, portanto, que além das suas propriedades intrínsecas, o abacate pode nos ajudar a extrair o melhor de outros alimentos também, melhorando a absorção desses compostos vegetais.

2. Poder anti-inflamatório

Você que convive com inchaços, desconfortos e vermelhidões devido a artroses, reumatismos e gotas, frequentemente é aconselhado por médicos a adotar uma dieta regular para auxiliar no tratamento, não é verdade? Então tente adicionar o abacate a suas refeições. Ele será muito eficiente nos resultados e reduzirá os impactos em sua saúde e no corpo.

O benefício pode ser reconhecido pelo efeito positivo do abacate sobre o colesterol HDL, considerado colesterol bom, responsável pela proteção das artérias, e não pela destruição dessas. Ele pode auxiliar na dilatação das artérias e em diversas mudanças corporais benéficas para o funcionamento equilibrado e regular de seu organismo. Esse benefício do abacate é proporcionado pela vitamina E, que induz as gorduras a assumirem poder anti-inflamatório.

A artrite é uma doença inflamatória que afeta muitas pessoas e leva à dor intensa nas articulações e outros problemas. Os componentes do abacate, como as gorduras monoinsaturadas, fitoesteróis, vitaminas E e C, além dos carotenoides, ajudam a combater a inflamação causada pela artrite melhorando a qualidade desses pacientes.

3. Reduz estresse

O abacate contém uma substância chamada glutationa, a qual reduz os efeitos do cortisol, hormônio característico do estresse. O excesso desse hormônio também dificulta o processo de redução de peso. A glutationa também beneficia a desintoxicação de seu organismo e melhora o funcionamento de seu fígado, fazendo assim da melhor eliminação de toxinas mais um dos benefícios do abacate.

4. Melhora a saúde cardiovascular

Incluir o abacate a uma dieta balanceada tem mostrado ser eficaz na prevenção e combate a diversas doenças cardiovasculares, melhorando os níveis de colesterol ruim (LDL) e diminuindo o nível de estresse oxidativo na corrente sanguínea.

Um dos fatores que contribuem para esses benefícios do abacate é a sua composição lipídica, como as gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico, que representa 68% da gordura presente na fruta e em muitas pesquisas foi associado a efeitos benéficos sobre a saúde cardiovascular, além de melhorar a função cerebral e proporcionar um melhor crescimento e renovação das células. Essa concentração aproxima a composição do abacate a óleos muito saudáveis como o azeite de oliva.

Outros componentes muito importantes são os fitoesteróis, que incluem o beta-sitosterol, campesterol e estigmasterol. Eles têm um papel anti-inflamatório importante, o que também beneficia a prevenção de complicações vasculares.

Outras substâncias importantes são os antioxidantes que incluem os carotenoides, vitamina E e vitamina C e outros componentes com efeito anti-inflamatório, as catequinas e procianidinas, que são flavonoides.

Acredita-se que esses benefícios possam ser obtidos através do consumo regular de aproximadamente uma xícara ou uma unidade pequena de abacate e sempre associado a uma dieta adequada, equilibrando a quantidade e qualidade das gorduras ingeridas.

5. Anticâncer

A substância responsável por esse poder é a glutationa, já descrita anteriormente. Ela é capaz de agir como bloqueadora de pelo menos 30 agentes cancerígenos distintos. 

6. Controle do colesterol

O abacate proporciona o aumento do colesterol HDL, considerado o colesterol bom, e a redução do colesterol LDL, o colesterol ruim. Ele reduz a quantidade do hormônio beta-sitosterol e é capaz de inibir a absorção do colesterol dietético.

7. Fluxo intestinal regular

Sabemos que um intestino com fluxo regular é mantido com o consumo de muitos alimentos funcionais. O bom funcionamento do intestino é mais um dos benefícios do abacate, vindo das fibras contidas no fruto.

8. Inibe o apetite e emagrece

Os benefícios do abacate se estendem à perda de peso. Ele é extremamente rico em fibras, uma porção de 150g contém 10g desse nutriente que é essencial em dietas para emagrecimento, pois ajuda no funcionamento intestinal, confere saciedade por um tempo prolongado e ainda ajuda a reduzir picos de glicose e os níveis de colesterol sanguíneo.

Uma pesquisa publicada no Nutrition Journal mostrou que pessoas que comeram metade de um abacate junto com a refeição do almoço tiveram 40% menos vontade de comer algumas horas depois. A inclusão de guacamole aos pratos das principais refeições também parece ter esse efeito.

As gorduras monoinsaturadas, que são abundantes no abacate, são associadas à redução da gordura abdominal, que é a mais perigosa em termos de fator de risco para o desenvolvimento de doenças relacionadas ao sobrepeso.

O abacate ainda contém baixa quantidade de carboidratos, além de ter um índice glicêmico bastante baixo. Isso evita picos de glicemia e insulina, cujo resultado rebote, após o armazenamento da glicose como glicogênio ou gordura, é o desencadeamento de mais fome.

Assim, apesar da alta concentração de gorduras e calorias, ao adicionar o abacate a uma dieta adequada, ele irá te ajudar na perda de peso. Mas exige-se prudência em sua ingestão. Indica-se o consumo máximo de meio abacate por dia.

9. Regula a menstruação

Você pode utilizar o abacate para regular seu ciclo menstrual. Indica-se a ingestão de chás feitos com as flores por exemplo; você pode consumir em torno de 2 a 4 vezes durante o dia. Um ciclo menstrual sob controle proporcionará também a redução dos efeitos da TPM (tensão pré-menstrual).

10. Melhora a visão

Existem benefícios do abacate para a saúde de sua visão proporcionados pela vitamina A contida no fruto.

11. Proporciona melhor saúde a seus cabelos

Há benefícios do abacate também aos seus cabelos, você poderá livrar-se dos incômodos de caspas, proporcionar força a eles e ainda auxiliar na prevenção de calvice.

12. Sono garantido

O abacate pode ser o aliado que você buscava para conquistar as noites perfeitas de sono que precisava. As vitaminas de complexo B como a B3 são capazes de equilibrar os hormônios responsáveis pelo equilíbrio de substâncias responsáveis pelas atividades cerebrais do sono. O ácido fólico também alimenta neurotransmissores responsáveis pela saúde do sono.

13. Evita o envelhecimento precoce e trata a pele

O poder dos antioxidantes pode reduzir os efeitos maléficos causados pelos radicais livres à pele. A renovação constante das células oferece mais vitalidade e saúde aos seus tecidos. Sua pele poderá permanecer mais tempo hidratada e cheia de nutrientes. O óleo de abacate é muito procurado por esses benefícios do abacate.

Você com certeza já viu inclusive receitas de máscaras caseiras de abacate para uma pele mais bonita. Isso se deve ao fato de que os nutrientes presentes na fruta, como as gorduras boas e as vitaminas ajudam a manter a hidratação da pele, a vitalidade e elasticidade. O ácido oleico ajuda a reduzir a irritação e vermelhidão da pele e melhorar a sua capacidade de reparação. A ingestão adequada desse ácido graxo ajuda a regular a produção de sebo pela pele, melhorando quadros de acne e pele oleosa.

Vitamina E e carotenoides ajudam a evitar os danos oxidativos que levam à formação de rugas e linhas de expressão, e a vitamina C participa na produção de colágeno e elastina, os principais componentes estruturais da pele.

14. Ajuda na construção de massa muscular

Quando comparado às outras frutas, o abacate se destaca por oferecer 2 gramas de proteínas em 100 gramas da fruta. Como sabemos, as proteínas são fundamentais para o ganho de massa magra e hipertrofia.

Um estudo submeteu por 3 semanas dois grupos a dois tipos de dieta, uma rica em gorduras saturadas (ácido palmítico) e a outra rica em gorduras monoinsaturadas (ácido oleico) que continham as mesmas quantidades de calorias. O resultado demonstrou que a disposição para atividade física foi quase 14% maior no grupo que seguiu a dieta rica em ácido oleico. Eles mantiveram um metabolismo mais acelerado após as refeições. Assim, o abacate ainda pode fornecer uma energia extra, a partir de fontes lipídicas muito saudáveis, para os treinos intensos requeridos para a construção de músculos.

O consumo regular desse tipo de gordura também está associado a uma melhora na síntese de testosterona e hormônio do crescimento, dois fatores importantes para a síntese proteica na musculatura, inclusive para mulheres.

Se você buscar o ganho de massa magra, pode então adicionar o abacate ao seu plano alimentar, mas lembre-se de controlar o consumo.

15. O abacate ajuda a regular o metabolismo da glicose

Como já citamos, o abacate contém uma baixa carga de carboidratos e um baixo índice glicêmico, o que minimiza a geração de picos de glicemia e insulina e por si só já são fatores que fazem com que ele seja um ótimo alimento para portadores de diabetes ou mesmo para não diabéticos que querem se beneficiar da manutenção de baixos níveis de açúcar no sangue. A presença de altas quantidades de fibras também é um fator que ajuda nesse controle.

Estudos mais profundos ainda são necessários, mas algumas pesquisas apontam uma redução nos níveis de insulina e melhor regulação da glicemia depois de uma refeição com o consumo de abacate.

Também está sob investigação a ação de um poliol presente no abacate chamado perseitol, que, ao contrário dos açúcares comuns, leva a uma supressão da liberação de insulina na corrente sanguínea.

Além disso, o abacate é rico em vitamina K, que tem papel fundamental na coagulação sanguínea. Estudos indicam que pessoas que ingerem mais dessa vitamina têm chances 19% menores de desenvolver diabetes. Os voluntários foram acompanhados por 10 anos.

Algumas Dicas ao Consumir Abacate

  • Os fitonutrientes do abacate estão mais concentrados em partes que geralmente não comemos, que são a casca e a semente, ou caroço. Na parte da polpa mais próxima à casca podemos encontrar mais nutrientes do que nas partes centrais, por isso recomenda-se que ao descascar, seja aproveitada o máximo possível essa polpa próxima à casca. Uma forma de fazer isso é descascando com as mãos, como uma banana. Para isso, basta cortar o abacate longitudinalmente em quatro partes e depois puxar a casca com o indicador e o polegar. Isso irá preservar boa parte da polpa que tem uma coloração mais escura e é rica em fitonutrientes presentes também na casca.
  • Pessoas com alergia ao látex devem consultar um médico antes de consumir abacate, pois há o risco de hipersensibilidade também à fruta.
  • O abacate verde deve ser mantido à temperatura ambiente. Para acelerar o amadurecimento, pode ser colocado em um saco ou envoltório de papel.
  • Ao amadurecer, o abacate fica com a casca mais escura e macio ao ser levemente pressionado.
  • As frutas maduras devem ser mantidas na geladeira. Se já estiver cortada, é interessante manter em um recipiente fechado e pingar algumas gotas de vinagre ou limão na superfície para evitar a oxidação da polpa.
  • Ao adicionar o abacate a receitas quentes, recomenda-se que seja preparado com a menor temperatura e menor tempo possível, para evitar os danos da alta temperatura aos ácidos graxos saudáveis.
  • De forma geral, os abacates menores tendem a ser mais ricos em gordura do que os maiores.