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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite?

Saiba diferenciar os dois problemas e confira receitas para quem tem restrições alimentares

As pessoas que são intolerantes à lactose e as que têm alergia à proteína do leite normalmente apresentam os sintomas parecidos. No entanto, existem diferenças entre as duas condições:

"A alergia à proteína do leite é uma reação do organismo quando entra em contato com as proteínas do leite. A principal delas é a globulina, que faz com que o sistema imunológico do alérgico a reconheça como agressora, o que gera uma reação que tem como objetivo combater este agente estranho", explica a nutricionista Fátima Corradini Domingues. Já a intolerância à lactose se dá por uma dificuldade do organismo de digerir o açúcar presente no leite, que é a lactose. Isso ocorre devido à ausência ou pouca produção da enzima lactase, responsável por digerir a substância.

Segundo Fátima, a alergia à proteína do leite costuma afetar apenas bebês, principalmente antes do primeiro ano de vida, pois está associada à substituição do leite materno pelo de vaca. "Nesta fase, o intestino ainda não está preparado para receber e digerir a proteína do leite, entendendo-a como estranha e invasora, o que provoca uma reação contra ela e em defesa do organismo", esclarece. De acordo com a nutricionista Fabiana Raucci, a condição geralmente não perdura por toda a vida. "Em 80% dos casos, estas crianças voltam a consumir o leite por volta dos três aos cinco anos de idade, pois é quando o sistema imunológico cria maturidade, tornando-se tolerante às proteínas presentes no leite de vaca e seus derivados", afirma. Por outro lado, a intolerância à lactose, quando não é genética, pode surgir em qualquer momento da vida, pois acontece graças à diminuição ou ausência da produção de lactase. Isso pode ocorrer por algumas razões, como lesões intestinais, quimioterapia, radioterapia ou até mesmo pelo processo natural de envelhecimento.

Os sintomas das duas condições são bastante similares. Ambas são caracterizadas por dores abdominais, gases (flatulência), sensação de inchaço, cólicas abdominais e diarreia. A alergia à lactose pode provocar, ainda, dificuldades respiratórias, edema, lesões na pele, como coceira, vermelhidão e dermatite, e vômitos, dependendo do grau do problema.

Já os tratamentos são distintos. No caso da alergia, é necessária a exclusão total do leite de vaca e derivados por um período que pode variar de meses a anos. Já a intolerância requer controle alimentar e medicamentos. O leite e seus derivados podem ser consumidos, porém em quantidades reduzidas, dependendo da tolerância do organismo. O mais indicado é substituir esses alimentos por alternativas que não contenham lactose, como o leite e produtos à base de soja.


domingo, 8 de novembro de 2015

Leite: compare os diferentes tipos e escolha o mais benéfico para sua saúde

O leite de vaca carrega vitaminas A, que colabora no crescimento, e vitamina B, que ajuda a regular a utilização de proteínas, gorduras e açúcares no organismo. Outros nutrientes presentes são o fósforo, que colabora na formação dos ossos e o manganês, importante no aproveitamento das gorduras e no funcionamento do cérebro, além de aminoácidos fundamentais à saúde. "O leite de vaca e cabra e, em geral, apresenta em sua composição quase 90% de água e o restante em gordura, proteína, carboidratos e sais minerais", explica a nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, Karina Valentim. 


Mas o nutriente carro-chefe do leite é o cálcio, mineral responsável por fortalecer os ossos e ser aliado na prevenção da osteoporose. Além disso, o cálcio ajuda no bom funcionamento do intestino, eliminando parte da gordura pelas fezes. Quem quer manter o peso também é favorecido ao incluir leite na alimentação. "O cálcio do leite inibe a absorção de gordura que ajuda no emagrecimento e na manutenção de peso, além de garantir saciedade", diz a nutricionista, especialista em nutrição funcional Ana Paula Souza. A recomendação diária é de um a dois copos de leite ao dia, além do consumo de alguns produtos derivados do leite para se ter uma ingestão adequada de cálcio, de 1000 mg por dia. 

A bebida também é ótima na hora de assegurar um sono tranquilo. Segundo a especialista, um copo de leite morno antes de dormir te ajuda a acalmar, por causa do triptofano (aminoácido) que faz parte de sua constituição. "Para obter esse efeito, deve-se acrescentar ao leite uma colher de achocolatado ou mel, pois o aminoácido precisa de um açúcar para melhorar sua ação. Já a temperatura deve ser morna, pois assim ele já entra na sua temperatura corporal, sendo mais bem absorvido", garante. 

No supermercado, o que não faltam são opções. Tem os mais tradicionais: integral, semi-desnatado e desnatado. Também tem os com baixa ou sem lactose, ideais para os alérgicos ao glicídio. Sem falar nos enriquecidos com vitaminas, denominados "biofortificados". E nem sempre ele vem da vaca: cada vez mais encontramos leites de cabra, soja, arroz e quinoa nas gôndolas. Resta apenas uma dúvida: qual o melhor leite para cada pessoa e objetivo? Confira a seguir as diferenças entre eles e escolha a partir de suas necessidades: 

Integral (tipo A, B, C)

O leite integral é o mais consumido no mundo e sua denominação refere-se à quantidade de gordura encontrada nele, ou seja, não há processo químico para retirar a gordura natural do leite. De acordo com a nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, Karina Valentim, os leites do tipo A possuem os menores teores de micro-organismos (bactérias) após passar pelo processo de pasteurização. Ele deve ser consumido de quatro a cinco dias após ser embalado. Já o leite tipo B, tem uma quantidade maior de micro-organismos e deve ser consumido em até três dias após o envase. Por fim, o leite C é o que apresenta maior teor de bactérias após a pasteurização e deve-se consumi-lo em até dois dias após embalar. "É bom lembrar que esses micro-organismos são naturais do leite e não são patogênicos, ou seja, não provocam nenhum problema de saúde em indivíduos saudáveis", garante a especialista. 

O leite em sua versão integral é o mais indicado para crianças a partir dos dois anos de idade. "A gordura do leite integral é importante para a formação do sistema nervoso da criança, para o crescimento e contém mais vitaminas A, B e K", ressalta a nutricionista Ana Paula. E ainda alerta: se consumido antes dessa idade, a criança pode ter alergia ao próprio leite no futuro. 

No entanto, quem quer manter o peso ou equilibrar as taxas de colesterol em níveis saudáveis deve tomar cuidado com ele. "O leite integral contém muita gordura, principalmente saturada", declara a nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, Karina Valentim. 

Num copo de 200 ml de leite integral são consumidos: 

Calorias: 120 kcal 
Proteínas: 6 g 
Gordura total: 6,4 g 
Gordura saturada: 4,2 g 
Cálcio: 234 mg 

Semi-desnatado

O leite semidesnatado possui redução apenas de gorduras que pode chegar até 50% quando comparado ao leite integral. Segundo a nutricionista Karina Valentim, por possuir as mesmas quantidades de proteínas e cálcio seria uma opção mais saudável para adultos que necessitam perder peso. 

Em comparação com o leite desnatado, o semidesnatado confere maior saciedade por causa da gordura. "É o que eu indico para os pacientes que querem perder peso, pois é muito importante na dieta ter saciedade para não ficar com fome fora de hora e acabar comendo guloseimas", ensina a nutricionista Ana Paula Souza. 

Num copo de 200 ml de leite semi-desnatado são consumidos: 

Calorias: 90 kcal 
Proteína: 6,0 g 
Gordura total: 3,1 g 
Gordura saturada: 1,7 g 
Cálcio: 231 mg

Desnatado

O leite desnatado possui redução total de gorduras quando comparado ao leite integral. Segundo a nutricionista Karina Valentim, é uma ótima opção para quem precisa perder peso porque, apesar de as gorduras serem importantes ao organismo, em um processo de perda de peso, acredita-se que as gorduras insaturadas, presentes em alimentos como azeite de oliva, castanhas e nozes, sejam as que precisam ser introduzidas na dieta para otimizar o emagrecimento e evitar a inflamação sistêmica gerada pelo sobrepeso ou obesidade. Além disso, pessoas que sofrem com o colesterol alto são mais beneficiadas por essa opção. 

E, até mesmo, mulheres mais velhas podem se beneficiar com o alimento. "Atualmente, já existem no mercado leites desnatados com adição de mais cálcio, vitaminas e ferro o que pode ser interessante, principalmente, para mulheres na menopausa em que pode haver uma redução no consumo e absorção de cálcio", indica a nutricionista Karina. 

Num copo de 200 ml de leite desnatado são consumidos: 

Calorias: 70 kcal 
Proteína: 6,0 g 
Gordura total: 0,0 g 
Gordura saturada: 0,0 g 
Cálcio: 228 mg

Sem lactose

Esse tipo de leite é destinado a indivíduos com intolerância à lactose, ou seja, por quem não consegue digerir completamente a lactose, açúcar predominante do leite. Pessoas com esse perfil podem consumir tranquilamente esse tipo de leite, porém com moderação, pois ele contém gorduras. 

Há versões de leite integral e semi-desnatado com zero lactose, porém, a especialista pede cuidado com os leites de baixa lactose, pois eles possuem na sua composição a enzima lactase para auxiliar na digestão, sendo indicado para indivíduos com grau baixo de intolerância à lactose. 

E como detectar se você é intolerante? "O melhor é ir ao médico ao perceber sintomas como gases, estufamento abdominal, diarreia ou mal-estar após o consumo de leite", ressalta a especialista em nutrição funcional, Ana Paula Souza. Segundo ela, tem pessoas com intolerância que tomam um copo de leite e ficam bem. Tudo depende do grau de intolerância da pessoa. 

Num copo de 200 ml de leite zero lactose são consumidos: 

Calorias: 82 kcal 
Proteína: 6,2 g Lactose: 0 g 
Gordura total: 2,4 g 
Gordura saturada: 1,5 g 
Cálcio: 232 mg 

Num copo de 200 ml de leite baixa lactose são consumidos: 

Calorias: 120 kcal 
Proteína: 6,4 g 
Lactose: 0,9 g 
Gordura total: 6,4 g 
Gordura saturada: 3,6 g 
Cálcio: 237 mg

Leite de soja

O leite com extrato hidrossolúvel de soja é um produto de elevado valor nutricional, rico em proteínas, sendo um excelente produto para pessoas que seguem uma dieta vegetariana e intolerantes à lactose. "No entanto, a quantidade de cálcio é considerada baixa, mas existem produtos no mercado enriquecidos com o mineral", ressalva a nutricionista Karina Valentim. 

A especialista ainda afirma que esse tipo de leite possui teores similares de proteínas e baixo teor de gordura saturada quando comparado ao leite de vaca integral ou semi-desnatado. Sendo assim, é uma boa opção para quem está com as taxas de colesterol alteradas. Além disso, estudos apontam que o extrato de soja pode ser benéfico para reduzir os riscos de câncer de mama, doenças cardiovasculares, osteoporose, câncer de próstata e reduzir os sintomas da menopausa. 

Segundo a nutricionista Ana Paula Souza, pessoas que têm problema de hipotireoidismo devem evitar alimentos à base de soja, pois ela impede o bom funcionamento da glândula. Ela também acredita que é bom apostar no leite de soja orgânica, pois o cultivo do grão é feito com muito pesticida

Num copo de 200 ml de leite de soja são consumidos: 

Calorias: 84 kcal 
Proteína: 5,0 g 
Gordura total: 3,0 g 
Gordura saturada: 0,4 g 
Cálcio: 176 mg

Leite de quinoa

O leite tradicional é o mais completo que existe, no entanto, o de quinoa é uma boa opção para variar. "Ele é rico em aminoácidos e minerais semelhantes ao leite e tem alto valor nutritivo, diferentemente do feito de arroz", explica a nutricionista Ana Paula Souza. 

Segundo a nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, Karina Valentim, a quinoa é um alimento completo de origem vegetal que apresenta maior teor de proteínas dentre todos os cereais, sendo 5,5g de aminoácido metionina em 100g do produto. Esse é um aminoácido essencial não produzido pelo organismo que precisamos ingerir pela alimentação. Além disso, esse alimento possui carboidrato de baixo índice glicêmico, não provocando picos de insulina no sangue, explica. "Também apresenta quantidades significativas de ferro, mineral que auxilia o sistema imunológico e está presente na formação de células sanguíneas", completa a especialista. Quanto ao cálcio, não há quantidades significativas desse mineral no leite de quinoa

O leite de quinoa pode ser feito em casa: use quatro colheres (sopa) de grão de quinoa fervidas em 1 litro de água durante 15 minutos. Bata no liquidificador e coe em peneira bem fina para obter o leite. Se desejar, coloque um pouco de açúcar mascavo orgânico ou mel. 

Karina avisa que não há informações nutricionais de confiança para essa composição de leite. "No mercado, existem alguns leites de quinoa, porém são misturados a outros grãos como linhaça", afirma. 

Leite de arroz

O leite de arroz contém mais carboidratos do que o leite comum de vaca, porém possui pouco teor de gorduras e não possui proteínas. De acordo com a nutricionista, Karina Valentim, o leite de arroz também contém cálcio, pois ele é adicionado pela indústria para equilibrar nutricionalmente esse tipo de leite. "Pode ser uma opção saudável de bebida para veganos e intolerantes à lactose, porém devemos tomar cuidado e olhar a descrição dos ingredientes, pois muitos leites podem ter adição de açúcar", adverte. Segundo a nutricionista Ana Paula Souza, o leite de arroz tem menos vitamina que a versão tradicional e índice glicêmico maior, por isso, deve ser consumido com cautela, sendo revezando com outros tipos de leite. 

O leite de arroz pode ser feito em casa: leve ao fogo dois litros de água com duas xícaras de chá de arroz (sem lavar), meia colher de chá de sal e a metade de uma fava de baunilha cortada ao meio, por 15 minutos. Passe o arroz com a água do cozimento pelo liquidificador, para apenas quebrar os grãos. Peneire mexendo delicadamente o arroz apenas para sair o líquido e delicie-se! Esse leite pode ser armazenado em geladeira por até três dias e misturado com cacau em pó orgânico, polpa de frutas ou até mesmo nozes ou amêndoas batidas, aumentando seu valor nutricional. 

Num copo de 200 ml de leite de arroz são consumidos

Calorias: 91 kcal 
Carboidrato: 17g
Proteína: 0 g 
Gordura total: 2,0 g 
Gordura saturada: 0,2 g 
Cálcio: 240 mg 

Leite de cabra

O leite de cabra é mais forte e contém mais gordura que o leite integal, por isso, quem tem colesterol ruim (LDL) alto tem que restringir o consumo. "Algumas pessoas intolerantes à lactose toleram melhor o leite de cabra", afirma a nutricionista Ana Paula Souza. 

A explicação pode estar na própria gordura desse tipo de alimento. "O leite de cabra apresenta uma maior porcentagem de glóbulos pequenos de gorduras. Isso explicaria sua melhor digestibilidade quando comparado com o leite de vaca", analisa a nutricionista Karina Valentim. Segundo a especialista, diversas análises demonstram que o leite de cabra apresenta 18% de ácidos graxos de cadeia curta, o dobro do leite de vaca, e eles parecem ser responsáveis pelo sabor característico do leite de cabra e podem auxiliar na saúde das células intestinais. 

O leite de cabra também possui cálcio e ferro, vitaminas B6 e B12, porém em menores quantidades que o leite de vaca.

Indica-se a utilização do leite de caprinos em crianças com problemas na digestão do leite de vaca, pois ele apresenta menor teor de B-lactoalbumina, uma proteína que pode retardar a digestão, ressalta Karina. 

Num copo de 200 ml de leite de cabra são consumidos: 

Calorias: 132 kcal 
Proteína: 6,1g 
Gordura total: 7,5 g 
Gordura saturada: 4,8 g 
Cálcio: 224 mg 

Enriquecido com vitaminas (biofortificados)

A fortificação de alimentos, principalmente o leite (que é muito consumido) pode ser considerada o melhor custo benefício, em especial, para a redução da deficiência de micronutrientes. 

Segundo a nutricionista Karina Valentim, os leites, atualmente, podem ser enriquecidos com ferro, cálcio, vitamina C e E. Estudos observaram importante diminuição na prevalência da anemia ferropriva em crianças alimentadas com leite fortificado com ferro e vitamina C. 

A especialista recomenda a utilização desses tipos de alimentos na prevenção ou na instalação de carências nutricionais de crianças, adultos ou idosos, porém sempre com prescrição e orientação nutricional ou médica. Quanto ao teor de gordura, a diferença estará especificada através do rótulo (integral, semidesnatado ou desnatado) do alimento.

Leite em pó

Prático e muito utilizado em receitas, o leite em pó consiste na desidratação do leite, ou seja, retirada da água, mantendo os nutrientes como proteínas, gorduras e cálcio. "Os leites em pó são utilizados por diversas pessoas por serem mais práticos e terem prazo de validade maior, porém muito deles são exclusivamente para bebês e crianças e possuem alto valor energético, o que para adultos não seria a melhor opção", alerta a nutricionista Karina Valentim. 

Para a especialista, nesse caso, o melhor é fazer uso da versão desnatada. "Alguns produtos leites desnatados, por exemplo, que são exclusivos para adultos, trazem produtos são enriquecidos com cálcio, pensando nas mulheres e na prevenção do desgaste ósseo", afirma. 

De acordo com a nutricionista Ana Paula Souza, o leite líquido e em pó não são iguais. A quantidade de nutrientes no rótulos do leite em pó sempre vai ser maior que a do leite líquido, por exemplo, mas não se deixe iludir. "O leite em pó é um leite modificado, e o corpo não absorve 100% das vitaminas e aminoácidos de seus nutrientes, e por esse motivo, os nutrientes são adicionados em quantidade maior", explica a especialista. Lembrando que o leite em pó não deve substituir o natural, o ideal é alternar.



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

6 Benefícios do Leite Vegetal e Como Fazer Em Casa

Leite vegetal é um termo genérico para qualquer produto parecido com o leite, que é derivado de uma fonte vegetal. Não existe uma definição formal ou legal para o leite vegetal. Leites vegetais têm sido consumido há séculos em várias culturas, seja como bebidas regulares ou como um substituto para o leite de vaca, como por algumas denominações cristãs durante a Quaresma.

As variedades mais populares de leite vegetal internacionalmente são o leite de soja, o leite de amêndoa, o leite de arroz e o leite de coco. Mas há algum benefício no consumo de algum tipo de leite vegetal? Este texto tratará a respeito disso, mostrando como fazer um leite vegetal em casa e quais os benefícios em seu consumo.

O leite vegetal

Se você decidiu largar o leite de vaca na sua dieta, seu corpo vai agradecer. Muitas pessoas são intolerantes à lactose e o consumo de produtos lácteos tem sido associado a alguns problemas de saúde tais quais o aumento do risco de câncer de ovário e próstata, infecções de ouvido e diabetes.

Leites à base de plantas fornecem uma alternativa conveniente e saudável ao leite de vaca. E se você está fazendo a transição para uma dieta livre de produtos lácteos, você vai considerar que estar livre de produtos lácteos nunca foi tão fácil. Leite de soja, amêndoa, cânhamo, coco, arroz, entre outros, estão tomando conta do caso. Existem dezenas de marcas de leite à base de plantas e centenas de opções de escolha para atender diferentes gostos e necessidades nutricionais de todos.

O sabor: Devido à esmagadora seleção de leites à base de plantas disponíveis, pode ser difícil decidir qual leite vegetal tomar. Na maioria dos casos, resume-se a preferências de gosto pessoal. Experimente uma variedade de leites sem lactose para ver o que agrada seu paladar. Leites de coco e soja tendem a ser mais doces e mais cremosos em consistência. Amêndoas, cânhamo e avelã têm um sabor um pouco parecido com nozes. E o leite de arroz tende a ser mais levemente doce e fino na consistência.

Processamento mínimo: Há muitos leites vegetais disponíveis para indivíduos que não querem apenas se comprometer com uma dieta vegana, mas que enfatizam alimentos minimamente processados. Várias marcas de leites vegetais incorporam gorduras e adoçantes incluindo caldo de cana e xarope de arroz. No entanto, existem várias marcas de leite não lácteos que incluem apenas alguns ingredientes simples. Atente-se ao escolher uma marca de leite.

Nutrição: A nutrição também pode desempenhar um papel na determinação de qual leite vegetal você irá escolher. Tal como o leite de vaca, muitas variedades de leites sem lactose são enriquecidas com nutrientes, incluindo as vitaminas A e D. O cálcio, ferro e as necessidades de proteínas podem ser satisfeitas em uma dieta vegana por consumir uma variedade de vegetais, grãos e legumes. No entanto, leites vegetais fortificados também pode servir como uma importante fonte de nutrientes. Soja e cânhamo são ótimas opções para aqueles que desejam aumentar a proteína em sua dieta. Não deixe de ler os rótulos dos alimentos para ajudar na escolha de um produto fortificado para atender às suas necessidades.

Benefícios dos leites vegetais

Abaixo, alguns benefícios do leite vegetal, em geral:

  • Não contém lactose e nem colesterol;
  • Tem baixo teor de gorduras ruins;
  • Alto valor de gorduras mono e poli-insaturadas, benéficas para o coração;
  • Ricos em vitaminas B;
  • Relação equilibrada entre sódio e potássio;
  • Ideias para pessoas que tem problemas de digestão, prisão do ventre, intestino irritável, etc.
Algumas propriedades dos leites vegetais

O tópico anterior destacou alguns benefícios gerais dos leites vegetais. Todavia, é mais interessante falar de algumas características de cada um deles.

1. Leite de soja

A base de leite de soja é a extração de soja madura. É tipicamente misturado com água e algum tipo de adoçante natural. O leite de soja é naturalmente pobre em gordura saturada e sem colesterol. Um pouco mais grosso do que o leite de vaca, é seguro para as pessoas que sofrem de alergias lácteas ou que são intolerantes à lactose. É um bom leite vegetal para pessoas com diabetes, visto que tem baixo índice glicêmico. Devido à sua composição de isoflavonas, ácidos graxos e proteínas, é benéfico para a redução do colesterol. Tem bons níveis de cálcio, potássio e magnésio, sendo bom para a circulação, cicatrização e controle da pressão arterial. É ideal que o leite venha de soja orgânica.

2. Leite de arroz

O leite de arroz é criado a partir de uma mistura de arroz semi-branqueado e água, estando disponível em uma variedade de sabores, incluindo chocolate e baunilha. O menos provável de todos os produtos lácteos para desencadear alergias, é uma boa opção para aqueles que não podem beber leite de soja, de amêndoas, ou de vaca.

Não contém glúten. Seu teor de triptofano e vitaminas do completo B tornam esta bebida adequada para obter energia e equilíbrio no sistema nervoso. Possui propriedades depurativas e hipotensoras, sendo também útil para controlar o peso. Não tem nenhuma gordura saturada ou colesterol, mas tem pouca proteína, naturalmente. O leite de arroz muitas vezes vem embalado em um recipiente asséptico e não tem de ser refrigerado até que seja aberto.

3. Leite de amêndoas

Amêndoas assadas são mescladas, e o líquido resultante é então enriquecido com nutrientes (como o cálcio, vitamina D e vitamina antioxidante E) e pode ser adoçado ou aromatizado. Este leite vegetal é livre de gordura saturada, colesterol e lactose, e as versões sem açúcar têm apenas 60 calorias por copo. O sabor doce de castanhas vai bem com café ou cereais, por isso é uma alternativa saborosa para os que fazem dietas.

É altamente digestivo, sendo benéfico para pessoas anêmicas, fracas, com problemas hepáticos ou desnutridas. Devido ao seu alto teor de potássio, o leite de amêndoas é benéfico para o cérebro e músculos. Ajuda a reduzir o colesterol ruim e, devido ao seu alto teor de fibras, é benéfico para os que tem prisão de ventre, além de contribuir para diminuir o risco de câncer de cólon.

4. Leite de aveia

Uma versão de leite vegetal excelente para pessoas que querem perder peso. Tomá-lo de manhã é ideal para obter energia. Seu alto teor de fibras melhora o sistema digestivo e dá sensação de saciedade. Diminuir o colesterol e diabetes. É rico em carboidratos e oferece mais proteínas do que o arroz. Dispõe de ácidos graxos essenciais como o linoleico e antioxidantes como a vitamina E.

Seu teor de beta-glucano ajuda a diminuir o colesterol e os ácidos biliares no intestino, evitando que elementos nocivos vão para o organismo. Vale ressaltar que este leite contém glúten.

5. Leite de nozes

O leite de nozes é indicado para casos de diarreia. Tem sido cada vez mais consumido devido ao fato de ser o leite vegetal com maior teor de antioxidantes. Previne doenças cardiovasculares, assim como diabetes. Contém um conjunto bastante bom de antioxidantes. É rico em vitamina E, ômega 3 e ômega 6, polifenóis e oligoelementos, selênio, cobre, zinco e magnésio.

6. Leite de castanha do Pará

A castanha do pará é fonte de selênio (antioxidante), gorduras boas, vitaminas E e B1. Ajuda na recuperação celular e dá energia. Seu teor de fibras promove a sensação de saciedade. Estudos apontam que é bastante benéfica para o cérebro.

7. Leite de gergelim

O gergelim é ótimo para os músculos e o cérebro. Tem muita proteína e ácido fólico, essencial na formação das células sanguíneas.

8. Leite de girassol

Talvez sua principal propriedade seja a de ser um antioxidante poderoso, protegendo o organismo contra o estresse e o envelhecimento precoce. É rico em proteínas e contém minerais como fósforo, cobre, ferro, zinco e vitaminas B6, E e K.

Como fazer leite vegetal em casa 

Muito foi dito a respeito dos leites que são comprados. Uma questão pertinente é como fazer estes leites em casa. Esta seção traz algumas sugestões de como fazer os leites. O princípio de todos é bastante parecido.

Leite de soja: A soja necessita ficar de molho por no mínimo seis horas. Após esse período, bata-a no liquidificador na proporção de um copo do grão para três de água filtrada. Coe em um pano, espremendo bem o bagaço e leve o leite ao fogo até ferver. Após a fervura, abaixe o fogo e deixe-a cozinhando por 30 minutos. Um copo de soja dá cerca de dois litros do leite vegetal.

Leite de amêndoas: Deixe uma xícara de amêndoas em uma bacia com água por 6 horas. Depois disso, bata as amêndoas com duas xícaras de água filtrada no liquidificador. Coe em uma peneira fina. Adoce a gosto. Este leite vai bem com cravo e canela, ou mesmo cacau e baunilha.

Leite de arroz: Use 1 litro de água para cozinhar 150g de arroz integral (ou branco, se preferir). Retire o arroz, reserve a água e bata-o no liquidificador. Volte a ferver 4 colheres de sopa do creme de arroz com a água reservada.

Leite de aveia: Deixe de molho 2 xícaras de aveia em flocos por duas horas. Depois, coloque a aveia e 3 xícaras de água filtrada no liquidificador. Bata e coe. Adoce a gosto.

Leite de castanha do Pará: Deixe de molho 1 xícara de castanhas por 6 horas. Bata no liquidificador com 3 xícaras de água. Coe mais de uma vez (é mais gorduroso). Adoce a gosto.

Leite de nozes: Bata um copo de nozes limpas com dois copos de água. Coe e adoce a gosto.

Leite de gergelim: Deixa um copo de sementes de gergelim de molho por oito horas. Depois, bata com quatro copos de água. Coe e adoce a gosto.

Leite de girassol: As sementes de girassol podem ser usadas com ou sem casca. Deixe um copo de sementes pré-lavadas imersas em água por até oito horas. Em seguida, bata no liquidificador com três a quatro copos de água filtrada. Coe bem. Adoce.

Algumas dicas

Sempre lave bem as sementes/grãos;
Não deixe o leite na geladeira por muito tempo (o ideal seria no máximo 3 dias);
Você pode usar os restos para complementar outras receitas;
Ao coar, use peneiras mais finas;
Todo leite vegetal pode ser tomado puro, adoçado com melaço ou açúcar mascavo, preferencialmente;
Os leites vegetais combinam muito bem com frutas e podem ser batidos com elas;
Vale inventar e usar a criatividade para criar as próprias receitas.