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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

10 calmantes naturais que ajudam a tratar a ansiedade, insônia e até depressão

É fato: a maioria das pessoas vive hoje com aquela sensação de que o “tempo voa”! Basta reparar… Era segunda-feira, e, logo chega a sexta; o final de semana começa, mas, num piscar de olhos, termina! E por aí vai… Num “ciclo de correria” que não tem fim e que, muitas vezes, gera prejuízos para a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

Não por acaso, nos dias de hoje, muita gente sofre ou conhece alguém que sofra de depressão, ansiedade, ou algum outro problema que peça o uso de algum tranquilizante ou calmante. Infelizmente, devido ao estilo de vida atual, e a esse “ritmo acelerado” que parece comandar a vida de todas as pessoas, esse tipo de problema vem crescendo no mundo todo!

Neste contexto, muitas pessoas acabam partindo para tratamentos medicamentosos, porém, nem sempre eles são a opção mais indicada, pois, em muitos casos, podem causar dependência química e/ou outros efeitos colaterais.

Os “calmantes naturais” surgem, então, como uma alternativa mais segura, prometendo não causar prejuízo ao organismo, mas, ao mesmo tempo, ajudando a pessoa a controlar crises de ansiedade ou outros problemas relacionados.

Quem nunca ouviu, por exemplo, a orientação de tomar chá de camomila para se acalmar?! Mas, será que os calmantes naturais realmente são eficazes? Por quais optar? Abaixo, Regina Moraes Teixeira, nutricionista funcional, especialista em Reeducação Alimentar, Fitoterapia em Nutrição e Nutrição Gestacional, fala sobre substâncias que realmente atuam como “calmantes” e ajudam em muitas situações!

10 calmantes naturais que podem ser aliados no dia a dia

Muitas substâncias naturais podem ajudar quem, por diversos motivos, precisa “se acalmar”. Mas, vale destacar, não fazem milagres; devem estar associadas a outros fatores como, por exemplo, algumas mudanças de hábito e de comportamento. Além disso, em alguns casos, pode ser mesmo necessário o tratamento medicamentoso – neste caso, orientado por um médico.

Mas, abaixo você confere exemplos de calmantes naturais que realmente fazem a diferença e podem ser grandes aliados na correria do dia a dia:

1. Maracujá

Seus efeitos já são bastante comentados e, de fato, o maracujá pode ser um grande aliado. “Isso porque a fruta contém alcaloides e flavonoides, que são substâncias depressoras do sistema nervoso central, atuam como analgésico e relaxante muscular. O chá da folha do maracujá é muito usado para controlar ansiedade”, comenta Regina.

2. Camomila

A dica “tome um chá de camomila para se acalmar” realmente faz sentido! Regina explica que o principal nutriente da camomila são os flavonoides, que têm ação anti-inflamatória e são excelentes antioxidantes, combatendo radicais livres e prevenindo doenças crônicas.

“Além disso, contém a cumarina, também antioxidante, e a glicenia, que é a substância que exerce o poder calmante sobre os nervos, ajudando a relaxar. O flavonoide apigenina que está presente na planta liga-se a receptores GABA de maneira semelhante aos benzodiazepínicos, atuando na redução da ansiedade”, explica a nutricionista.

3. Erva-doce

A erva-doce, de acordo com Regina, é rica em potássio, vitamina C, B6, ácido fólico, riboflavina, niacina, tiamina, ferro, cobre, magnésio, manganês, selênio, zinco, cálcio, além de flavonoides que aumentam a concentração de glutationa, excelentes antioxidantes. “Por incentivar a produção de melatonina, atua também como relaxante na indução do sono, uma vez que a melatonina é o hormônio responsável pelo ciclo do sono”, explica.

4. Valeriana

Regina explica que a valeriana age sobre os neurotransmissores e induz o sono. “Mas, vale destacar, só deve ser tomada com prescrição médica, pois pode interferir no metabolismo devido a interações com outros medicamentos”, diz.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Frutas de outono

Apesar das tentações calóricas que combinam com o friozinho, quem está de dieta sabe que as próximas estações são cruciais para conquistar o corpo ideal até que as temperaturas subam novamente. Por isso, é fundamental continuar investindo em legumes, verduras e, é claro, frutas, aproveitando as variedades para não cair na monotonia. No caso das frutas, portanto, é mais do que recomendado aproveitar as opções da estação. "Mesmo as que são encontradas durante o ano todo nos supermercados, costumam estar mais saborosas e baratas em determinadas períodos do ano", aponta o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Mas não é só para ajudar no emagrecimento que as frutas são bem-vindas, elas são alimentos essenciais para o bom funcionamento do organismo. Fontes de vitaminas, fibras e minerais, elas deveriam ser consumidas todos os dias em pelo menos três porções. Para incentivar o consumo dessa turma, portanto, listamos as frutas típicas do outono, explicando seus principais nutrientes e benefícios.

Goiaba

A cor avermelhada da goiaba denuncia seu alto teor de licopeno, nutriente que muitos acreditam existir apenas no tomate. "Pertencente à família dos carotenoides, a substância tem alto poder antioxidante, sendo destaque quando se fala em prevenção do câncer de próstata", explica a nutricionista Thatyana Freitas, da clínica Stesis, em São Paulo. Prefira comer a fruta com a casca, que contém pectina, fibra que promove a saciedade, diminuindo os picos de insulina no sangue, uma vez que ela faz com que a glicose seja absorvida mais lentamente. A vitamina que ganha destaque, neste caso, é a vitamina C.
Um pedaço de 100 g da fruta oferecem 68 calorias.

Pinha

A pinha é fonte de gordura mono e poli-insaturada, consideradas boas, já que diminuem os níveis de colesterol LDL no organismo. Por conter vitamina C, é incentivado o consumo da fruta com alimentos ricos em ferro, já que o nutriente favorece a absorção do mineral pelo organismo. Outros nutrientes nela encontrados são selênio, que atua no fortalecimento do sistema imunológico, e o zinco, que combate radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce e o desenvolvimento de doenças degenerativas. "Apenas não exagere no consumo, pois a fruta apresenta índice glicêmico médio, termo que indica a rapidez com que o alimento eleva os níveis de açúcar no sangue", alerta o nutrólogo Roberto. Consequentemente, o organismo sofre com picos de insulina e logo fica com fome. Tome cuidado ainda com as calorias. Uma porção de 100 g da fruta contém 101 calorias.

Maracujá

Além de ser fonte de vitamina C, o maracujá apresenta grande quantidade de fibras em sua casca. O problema é que ela geralmente é desprezada no consumo in natura ou como suco. Para aproveitá-la, o nutrólogo Roberto sugere higienizar a fruta, separar a casca até que ela fique bem seca e depois moê-la. "Os pedacinhos podem ser usados nas refeições para aumentar a saciedade", aponta. Neste sentido, o poder da fruta é tão grande que alguns lugares fornecem a farinha de maracujá pronta. Vale acrescentar ainda que substâncias presentes na fruta promovem efeito calmante no consumidor. Em relação às calorias, 100 g da fruta oferecem 68 calorias.

Caqui

"Outra fonte de licopeno, o caqui apresenta índice glicêmico relativamente alto, o que pode ser perigoso para quem deseja emagrecer ou tem diabetes", aponta a nutricionista Thatyana. Para aproveitar as vitaminas C e E presentes na fruta, recomenda-se a ingestão in natura ou imediata após o preparo de um suco. O caqui também contém fibras, que ajudam a regular o funcionamento do intestino. Uma porção de 100 g de caqui contém 71 calorias.

Abacate

O abacate contém gordura monoinsaturada, a mesma encontrada no azeite e apontada como benéfica para a saúde cardiovascular. Ele também é fonte de zinco, selênio e vitamina E, que combate radicais livres. O grande destaque da fruta, entretanto, é o antioxidante glutatinona, que protege as células contra a oxidação. "Embora seja produzido pelo organismo por meio de reações bioquímicas, o nutriente pronto é encontrado exclusivamente no abacate", explica o nutrólogo Navarro. O único alerta se dá em relação às calorias do abacate. 100 g da fruta contém 160 calorias. Para cultivar uma dieta balanceada, é necessário maneirar no consumo.

Figo

Com a ressalva do alto índice glicêmico, o figo é um alimento nutricionalmente importante para a dieta. Além de ser fonte de zinco e fibras, ele contém uma substância chamada antocianidina, responsável por sua coloração arroxeada. A antocianidina é um forte antioxidante, que atua tanto na estética, evitando a queda de cabelo e fortalecendo as unhas, quanto na saúde, neutralizando radicais livres, que podem favorecer o combate de doenças crônicas como o diabetes. Uma porção de 100 g de figo oferecem 136 calorias.

Melão

Composto praticamente de água, o melão atua como um ótimo diurético graças à presença de potássio, que compete com o sódio no equilíbrio hídrico do corpo, diminuindo a pressão arterial. "Desta maneira, ele estimula o funcionamento renal", explica a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. A fruta ainda é composta de magnésio, que previne infecções, e caroteno, precursor da vitamina A, que favorece a integridade da visão. Um pedaço de 100 g de melão contém 36 calorias.

Tangerina

"A vitamina C, que previne e atenua os sintomas da gripe e do resfriado, além de combater o estresse, é o principal destaque da tangerina", aponta a nutricionista Tatiana Branco Barroso, da Nutri Action Assessoria e Consultoria Nutricional, em Santos. Ela recomenda não dispensar o bagaço, que é excelente fonte de fibras. A cor alaranjada da fruta mostra ainda que ela oferece o precursor da vitamina A, o caroteno. Quando o assunto são calorias, é bom levar em conta que 100 g de tangerina oferecem 53 calorias.

Uva

O nutriente mais significativo da uva é o resveratrol, potente antioxidante. Ele retarda o envelhecimento, diminui o risco de doenças cardiovasculares e até previne doenças como o Alzheimer. Para obtê-lo, entretanto, o ideal é ingerir a casca da uva, onde ele se encontra em maior concentração. Quanto às calorias, 100 g de uva contém 69 calorias.

Coco

Último item da lista, o coco é fonte de gordura monoinsaturada e um tipo de gordura chamado triglicerídio de cadeira média, que foi o nutriente responsável pelo grande sucesso do óleo de coco. "Ao contrário das outras gorduras que ingerimos que, se não usadas para gerar energia, são estocadas como fonte reserva, essa gordura não é acumulada no corpo", explica o nutrólogo Roberto. Se não for utilizada, portanto, ela é eliminada, evitando, assim, o aumento da gordura corporal. Outros nutrientes importantes da fruta são potássio e magnésio. Só não abuse, pois o coco não é inocente quando o assunto são calorias. Uma porção de 100g oferecem 354 calorias.