Mostrando postagens com marcador repolho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador repolho. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de maio de 2015

Alimentação do dia a dia pode ter ação detox

Diariamente circulam pelo nosso sangue uma quantidade razoável de substâncias potencialmente tóxicas para nosso organismo: algumas vindas de "carona" pelos alimentos que ingerimos (agrotóxicos, xenobióticos, corantes, conservantes, álcool, metais pesados como chumbo, alumínio, mercúrio, arsênio , etc ) e que são absorvidas pelo intestino e outras formadas pelo nosso próprio metabolismo interno (ciclo da uréia e outros ), ou seja, produzimos dentro do próprio corpo "lixos" metabólicos. Também inalamos toxinas pelo ar que respiramos (poluição ambiental, metais tóxicos, fumaça do cigarro, etc.) que também vão circular pelo sangue após serem absorvidos pelo pulmão. Todas estas substâncias, se permanecerem por muito tempo dentro da gente, poderão gerar grandes estragos. 

Como então nosso organismo consegue nos defender e eliminar estas toxinas? Graças a existência de um órgão nobre: nosso fígado! Cabe a ele esta tarefa. Mas como? Imagine o fígado como uma grande central que recebe todas as substâncias que são absorvidas pelo intestino, pulmão, pele e todas elas obrigatoriamente terão que passar por ele. Já dentro do fígado, estas substâncias são reconhecidas pelos hepatócitos (células do fígado) como potencialmente tóxicas para nosso corpo e à partir daí uma série de reações bioquímicas irão ocorrer para transformar estas substâncias agressivas em substâncias atóxicas, ou seja, já não mais capazes de intoxicar nosso organismo. À este mecanismo (bastante complexo por sinal) dá-se o nome de detoxificação ou destoxificação hepática. 

Porém, para que o fígado realize este processo de limpeza, várias enzimas específicas deverão ser produzidas para esta finalidade e muitas delas dependerão de determinados nutrientes para funcionarem sendo os mais importantes os compostos sulfidrílicos (ou cisteínicos ou enxofrados) como glicosinolatos e S-metil-cisteína-sulfóxidos. Quais alimentos, então, são boas fontes destes nutrientes? Veja a lista: 
  • Alho, alho-poró,salsão
  • Cebola
  • Agrião, rúcula, couve, brócolis (e outros vegetais verdes escuros)
  • Cardamomo, cúrcuma, coentro, gengibre, mostarda
  • Cogumelos comestíveis
  • Repolho, couve flor, couve de Bruxelas
  • Nabo,rabanete.
Mas não se empolgue em se entupir destes alimentos acreditando que a detoxificação do seu organismo está garantida estando liberado chutar o balde e se expor à todas as toxinas ambientais e internas sem preocupação. Infelizmente a capacidade do fígado em nos proteger é literalmente auto-limitada, ou seja, o fígado produz quantidades limitadas das enzimas que entram no processo de detoxificação e por mais que haja grande disponibilidade de compostos sulfidrílicos dentro das células hepáticas (hepatócitos) existe um limite máximo na produção destas enzimas. É o que a bioquímica chama de fator limitante ou também de processos saturáveis. Quando as quantidades de metabólitos tóxicos que circulam em nosso sangue são maiores que a capacidade de detoxificação hepática poderemos ter prejuízos sérios e riscos de doenças. 

Para então realmente facilitarmos a "limpeza" do nosso organismo temos que limitar a exposição à fatores tóxicos e caprichar nos alimentos fontes de compostos sulfidrílicos e aí sim haverá uma eficiência diária das nossas defesas. Vamos então fazer a tarefa de casa para favorecer a detoxificação? Diminua ou pare os seguintes hábitos: 
  • Tabagismo
  • Bebidas alcoólicas
  • Molhos prontos industrializados
  • Alimentos embutidos
  • Alimentos ricos em corantes e conservantes
  • Alimentos com agrotóxicos ( prefira alimentos orgânicos)
  • Gordura hidrogenada
  • Frituras
  • Excesso de gordura animal
  • Cafeína em excesso.
Para suas defesas capriche nos alimentos detoxificantes como os citados acima. Quer dicas práticas para o dia a dia? É mais simples do que você imagina: 

Incremente seu café da manhã com um suco de fruta batido com couve ou rúcula ou agrião. Pode acrescentar um pouquinho de gengibre também. Mas não o coe para não perder as fibras que são importantes para a saúde intestinal.
Não deixe de usar cebola e alho (simples né!) no preparo dos alimentos do almoço e jantar. Aquela salada bem colorida e com folhas verdes escuras, acompanhada de brócolis refogado te dá muitos compostos sulfidrílicos. Esta salada deve acompanhar sempre seu almoço e jantar. Para não ficar monótono alterne com outras escolhas como couve-flor, nabo, rabanete, cogumelos comestíveis, coentro, alho poró, cardamomo e cúrcuma.

Aprendido o dever de casa agora é só começar. Boa detoxificação à todos os leitores e lembre: saúde não se compra, se conquista! 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Couve, brócolis e couve-flor ajudam a prevenir o câncer

Couve-flor, brócolis e couve-manteiga são vegetais que fazem parte do grupo das crucíferas. Eles apresentam muitos benefícios para a saúde e são considerados alimentos funcionais. Esses vegetais são ricos em fibras, minerais (cálcio, magnésio, fósforo, selênio) e vitaminas (E, K e C), além de apresentarem baixo teor calórico e serem fontes de luteína, betacaroteno, quercetina e antioxidantes. 

Outro importante benefício dessa família é uma substância chamada sulforafane, um fitonutriente com capacidade de estimular o gene com função anticancerígena. Estudos apontam que o ácido indol-3-carbinol encontrado nesses vegetais tem a capacidade de neutralizar as células tumorais sensíveis ao hormônio estrógeno, como os do ovário, mama e próstata. 

Recentemente, um estudo da Universidade Chungbuck, na Coréia do Sul, publicado pelo periódico científico Obesity, mostrou que esses vegetais também atuam contra o ganho de peso e ajudam no combate à obesidade. Os pesquisadores observaram que as substâncias dos vegetais interferem no desenvolvimento dos adipócitos, que controlam o aumento das células de gordura, sendo capaz de parar o processo que faz com que esse grupo celular cresça e se multiplique. 

Além de todos esses benefícios, cada um dos vegetais que fazem parte das crucíferas possuem benefícios particulares e devem ser consumidos em uma dieta balanceada. 

Brócolis: é um dos vegetais mais nutritivos. O mais indicado é comê-lo cru em saladas ou preparados no vapor. Possui glucorafanina, que ajuda nas propriedades antioxidantes dos tecidos do corpo, além das propriedades anti-inflamatórias. É também excelente fonte de magnésio e cálcio, que ajudam na regulação da pressão arterial.

Couve: ingrediente importante nos diversos pratos dos brasileiros, ela também ajuda a fixar o cálcio nos ossos e possui ação anti-inflamatória e cicatrizante. Possui uma variedade grande de vitaminas e minerais que, combinados aos fotoquímicos presentes na folha, ajudam na absorção dos nutrientes dos outros alimentos da refeição. 

Couve-flor: excelente fonte de vitaminas, como as vitaminas B1, B2, B3 e B6, e vitaminas C, K e E. Além disso, ela fornece os minerais essenciais como magnésio, cálcio, fósforo, potássio e manganês. 

Couve de Bruxelas: rica em fitonutrientes, que ajudam o sistema imunológico, e alto teor de fibras, que reduz o colesterol. Estudos recentes também apontam que alguns compostos desse vegetal bloqueiam a atividade de enzimas sulphotransferase, que podem ser prejudiciais para saúde e a estabilidade do DNA. 

Repolho: rico em fibras, o vegetal é ótimo para digestão e possui nutrientes que ajudam na saúde do revestimento intestinal e do estômago. O repolho ainda auxilia os níveis de bactérias no intestino, reduzindo as ruins e aumentando as boas.